50 anos, 5 décadas, meio século ou a insustentável leveza da idade quando nos sentimos envolvidos por tanto carinho e amizade. Mas aqui chegado, de acordo com a ordem natural da vida, terei quase com toda a certeza mais “ontens” que “amanhãs” e é isso que me faz acumular a experiência que me permite adivinhar que o melhor ainda está por vir.

Ano após ano, renovo e reforço o meu sentimento de gratidão. Grato à vida e a tudo o que ela me tem dado. Uma família maravilhosa que me enche de orgulho e onde me sinto feliz. Amigos extraordinários que fazem questão de me continuar a mostrar que, apesar de não haver consanguinidade, são uma extensão da minha família onde tenho o privilégio de me sentir escolhido. E também saúde e uma situação confortável que me permite continuar a apreciar e a valorizar o lado bom da vida.

Apesar do que nos diz a ciência, além de células, somos feitos de histórias, daquelas com origem no inesperado mas essencialmente daquelas que nos permitem perceber que esperar é diferente de ficar à espera porque cada um de nós terá o seu destino, mas ele é muito mais daquilo que fazemos por ele do que daquilo que dizem que ele faz por nós.

Como afirma Mia Couto, “a loucura nem sempre é uma doença, muitas vezes ela é um ato de coragem.” A coragem daqueles que não se resignam e que não desistem de construir a felicidade que todos nós merecemos mas que nem sempre sabemos gerir porque desistimos antes do tempo ou porque deixamos de acreditar naquilo que está certo quando nos deixamos influenciar por todos os que nos repetem que está errado.

A vida nem sempre tem sido fácil, mas são precisamente essas dificuldades que a valorizam e, apesar do peso de meio século, a viagem tem sido rápida, demasiado rápida até, mas tem-me ensinado a cada dia que vai passando, que não importa o destino quando sabemos apreciar e desfrutar o caminho que vamos percorrendo, conscientes da marca que vamos deixando e construindo.

Seremos sempre o que fazemos com a certeza que a vida recomeça todos os dias. É essa inevitabilidade que renova diariamente a minha motivação. Para fazer mais, para fazer melhor ou se preferirem, para contagiar ou inspirar positivamente todos aqueles que fazem o favor de ser meus amigos.

É esse contágio que constrói a nossa marca e cria a nossa identidade. Continuo a acreditar nisto. Na nossa capacidade de fazer acontecer, contribuindo assim para que o “nosso” mundo e o “mundo” dos nossos possa ser melhor.

É por isso também que acredito que é agora que a vida está a começar. Porque gosto de viver e gosto muito de conviver.

O sentimento é único. Grato! Muito obrigado.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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