Tomar quer “refundar” Festa Templária com novo recinto e mais programação Foto arquivo: Luís Ribeiro

A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), nomeadamente nos municípios de Tomar, Vila Nova da Barquinha e Ferreira do Zêzere, está a desenvolver uma Rota Templária que valorize o património da Ordem dos Templários na região. Este é mais um dos instrumentos que a CIMT se encontra a desenvolver para trazer para o interior o turismo religioso gerado por Fátima, à semelhança do projeto Fátima Tomar Stayover.

O secretário executivo da CIMT, Miguel Pombeiro, falou ao mediotejo.net à margem do VIII Workshop Internacional de Turismo Religioso, a decorrer de 5 a 7 de março em Fátima e na Guarda. “A questão do turismo religioso é um dos eixos estruturantes para o nosso território”, admitiu, uma vez que cidades como Fátima e Tomar atraem atenção a nível nacional e internacional e representam 90% dos alojamentos da região.

Médio Tejo vai criar Rota Templária para valorizar turismo religioso na região. Foto: Paulo Jorge de Sousa

Foi neste sentido que em 2019 a CIMT lançou o projeto Fátima-Tomar Stayover, por forma a promover experiências no território a quem pernoitasse mais noites na hotelaria local.

Segundo o responsável, a perspetiva da CIMT centra-se na ideia de fazer um cruzamento do turismo religioso já existente com o restante património da região, assim como experiências no território. A título de exemplo deu o projeto da Rota Templária, ainda em desenvolvimento e com previsão de execução em 2021, que une a herança templária de Tomar, Ferreira do Zêzere e Vila Nova da Barquinha.

Um exemplo de como se pode cruzar o turismo religioso com o património, explicou, valorizando toda a região.

Desfile Noturno dos Templários. Tomar, Vila Nova da Barquinha e Ferreira do Zêzere são terras com fortes marcas templárias. Foto: Luís Ribeiro

“Vem acrescentar valor para termos argumentos para o tal aumento da estada média do turista”, argumentou. “Isso só se consegue juntando experiências e novos conteúdos à vertente de turismo religioso”, concluiu.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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