A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), nomeadamente nos municípios de Tomar, Vila Nova da Barquinha e Ferreira do Zêzere, está a desenvolver uma Rota Templária que valorize o património da Ordem dos Templários na região. Este é mais um dos instrumentos que a CIMT se encontra a desenvolver para trazer para o interior o turismo religioso gerado por Fátima, à semelhança do projeto Fátima Tomar Stayover.
O secretário executivo da CIMT, Miguel Pombeiro, falou ao mediotejo.net à margem do VIII Workshop Internacional de Turismo Religioso, a decorrer de 5 a 7 de março em Fátima e na Guarda. “A questão do turismo religioso é um dos eixos estruturantes para o nosso território”, admitiu, uma vez que cidades como Fátima e Tomar atraem atenção a nível nacional e internacional e representam 90% dos alojamentos da região.

Foi neste sentido que em 2019 a CIMT lançou o projeto Fátima-Tomar Stayover, por forma a promover experiências no território a quem pernoitasse mais noites na hotelaria local.
Segundo o responsável, a perspetiva da CIMT centra-se na ideia de fazer um cruzamento do turismo religioso já existente com o restante património da região, assim como experiências no território. A título de exemplo deu o projeto da Rota Templária, ainda em desenvolvimento e com previsão de execução em 2021, que une a herança templária de Tomar, Ferreira do Zêzere e Vila Nova da Barquinha.
Um exemplo de como se pode cruzar o turismo religioso com o património, explicou, valorizando toda a região.

“Vem acrescentar valor para termos argumentos para o tal aumento da estada média do turista”, argumentou. “Isso só se consegue juntando experiências e novos conteúdos à vertente de turismo religioso”, concluiu.
