A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CHMT) continua a reclamar pela aquisição de um equipamento público de Ressonância Magnética para o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) e pelo arranque das obras previstas e há muito anunciadas nas urgências do hospital de Abrantes. Nesse sentido, um abaixo assinado vai começar a circular na região para depois o documento ser remetido à ministra da Saúde.
Em comunicado, a CUSMT reitera a “necessidade premente de obras na Urgência do Hospital de Abrantes”, um investimento e uma necessidade “reconhecida por utentes, profissionais, autarcas e todas as entidades que têm responsabilidades na prestação de cuidados hospitalares na Região do Médio Tejo”.
Segundo a comissão de utentes, os “sucessivos adiamentos na concretização das obras prejudicam populações e profissionais”, tendo ainda feito notar a necessidade de “melhorar e humanizar as urgências do CHMT”, nomeadamente com a “contratação de mais profissionais”, melhorar a “informação e comunicação aos utentes e familiares” e defendendo que “a porta de entrada deve ser a porta de saída” do CHMT.
Por outro lado, a inexistência de um equipamento público de Ressonância Magnética no CHMT “prejudica os utentes e o Serviço Nacional de Saúde”, dão conta os representantes dos utentes, tendo feito notar que “só o CHMT paga anualmente perto de 500 mil euros” por este serviço, “para além das despesas e incómodos para os utentes que têm de se deslocar a Coimbra ou Leiria”.
Os abaixo-assinados que vão começar a circular “reivindicam que sejam tomadas medidas políticas para que, tão breve quanto possível, se façam as obras na Urgência de Abrantes e seja instalado um equipamento de Ressonância Magnética no CHMT”.
Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 260 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, no distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.
