Todos os concelhos da região do Médio Tejo vão ter uma ou mais escolas abertas a partir desta segunda-feira para acolher os filhos de todos os profissionais considerados prioritários e envolvidos no trabalho de contenção e propagação do novo vírus, seja na área da saúde, segurança, socorro, entre outros, e que estão impossibilitados de ficar em casa com os seus filhos devido ao encerramento dos estabelecimentos de ensino
Esta medida entra em vigor esta segunda-feira, por tempo indeterminado, e algumas escolas funcionam mesmo com horário alargado para atender a esta situação em que os profissionais considerados prioritários precisam de apoio para os seus filhos, tendo em conta a situação de pandemia que se vive no país e no mundo.
Listagem completa de escolas abertas na região do Médio Tejo:
Alcanena – Escola Secundária de Alcanena e EB 2,3 de Minde.
Abrantes – Escola Ensino Básico António Torrado (Agrupamento Escola nº 2 Manuel Fernandes) e Escola Ensino Básico Lucília Moita ( Agrupamento nº 1 Solano Abreu).
Constância – Escola Secundária Luís de Camões.
Entroncamento – Escola Básica do Bonito.
Ferreira do Zêzere – Centro Escolar Ferreira do Zêzere.
Mação – Escola Básica e Secundária de Mação.
Ourém – Fátima – Centro Escolar Beato Nuno; Ourém – Centro Escolar Caridade; Caxarias – Escola EB 2/3; e em Freixianda – Escola EB 2/3.
Sardoal – Escola EB 2,3/S Judite Andrade.
Sertã – Escola EB 2,3 Padre António Lourenço Farinha.
Tomar – Escola Secundária Jacome Ratton e Escola Secundária Nuno Santa Maria (ex-Santa Maria do Olivais).
Torres Novas – Escola Manuel de Figueiredo e Escola Artur Gonçalves.
Vila Nova da Barquinha – Jardim de Infância de Vila Nova da Barquinha.
Vila de Rei – Escola Básica e Secundária de Vila de Rei.
Quase 800 escolas abertas para alunos e garantir refeições
Quase 800 escolas estão a partir de hoje de portas abertas para garantir as refeições dos alunos mais carenciados e acolher os filhos de pessoal hospitalar e de emergência, segundo dados do Ministério da Educação.
Dos cerca de 3.500 estabelecimentos escolares existentes no continente, quase 800 estão classificados como “escolas de referência para o serviço de refeições e acolhimento de filhos do pessoal hospitalar e de emergência”, segundo dados da Direção-Geral dos Estabelecimento Escolares (DGEstE).
Isto significa que estas 800 escolas serão a exceção à decisão de encerrar todos os estabelecimentos de ensino desde creches a universidades e politécnicos, uma das medidas avançadas no final da semana passada pelo Governo para tentar controlar a disseminação do novo coronavírus.
Num país em Estado de Alerta, o ensino faz-se à distância e cerca de dois milhões de alunos ficam em casa. Só os filhos de profissionais de saúde e das forças de segurança é que poderão ter que continuar a ir à escola, para que os pais possam ir trabalhar.
Numa contabilização feita pela Lusa, a região norte é a que terá mais estabelecimentos de ensino abertos, quase 300 escolas.
A lista disponível no ‘site’ da DGEstE mostra que no Algarve há 232 “escolas de referência” e na zona de Lisboa e Vale do Tejo são 194. No centro, abrem hoje portas 91 estabelecimentos e no Alentejo são 62.
Depois há formas de organização variadas. No agrupamento de Escolas de Alcácer do Sal, por exemplo, os alunos do 1.º ao 9.º ano que precisem vão ficar na Escola Básica Pedro Nunes, enquanto os mais novos ficam no Jardim de Infância Alcácer do Sal.
A DGesTe informa ainda que os dados agora disponíveis podem ser atualizados sempre que necessário, até porque não é possível ainda ter a certeza quantas serão as famílias que vão recorrer a este serviço.
A decisão de juntar as crianças numa escola para que os profissionais de saúde – que estão mais em contacto com doentes da Covid-19 – e de segurança pudessem continuar a trabalhar foi criticado pela Ordem dos Médicos e sindicatos, que alertaram para o perigo em que estariam as crianças e famílias.
A ministra da Saúde explicou no domingo que em alternativa às escolas, os pais podem também optar por escolher uma pessoa para ficar com os filhos e essa educadora ficará com o subsídio que os pais receberiam se ficassem em casa a tomar conta dos filhos.
No entanto, as escolas estarão também abertas para garantir que as crianças mais desfavorecidas não perdem o direito às refeições devido à situação de emergência que se vive no país.
Algumas autarquias têm explicado como é que vão garantir que as refeições chegam aos alunos com apoio social escolar. No caso de Lisboa, por exemplo, a autarquia anunciou que os pais com crianças no jardim de infância e 1.º ciclo teriam que ir buscar as refeições à escola. Já na Golegã, a autarquia comprometeu-se a fazer a entrega porta-a-porta a todos os alunos do escalão A.
O novo coronavírus responsável pela pandemia de Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 6.400 mortos em todo o mundo.
Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou no domingo o número de casos de infeção confirmados para 245, mais 76 do que os registados no sábado.
Entre os casos identificados, 149 estão internados, dos quais 18 em unidades de cuidados intensivos, e há duas pessoas recuperadas.
A decisão de suspender todas as atividades letivas presenciais a partir de hoje será reavaliada a 09 de abril.
C/LUSA
