Na lista global da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza das praias galardoadas com a “Qualidade de Ouro”, a região do Médio Tejo tem este ano um total de 13 praias fluviais com água de excelência, mais cinco do que em 2019. Vila de Rei destaca-se no território com as suas cinco praias fluviais com “Qualidade Ouro”.
Na região do Médio Tejo ostentam o galardão ‘Qualidade de Ouro’ a praia fluvial de Aldeia do Mato (Abrantes), o Lago Azul/Castanheira (Ferreira do Zêzere), Carvoeiro (Mação), Fernandaires, Zaboeira, Bostelim, Penedo Furado e Pego das Cancelas (Vila de Rei), Alverangel e Vila Nova-Serra (Tomar), Agroal (Ourém), Ribeira Grande e Troviscal (Sertã).
No atual contexto de pandemia, a Quercus deixa o alerta que “considera imprescindível, nesta época balnear, o cumprimento das regras sanitárias nas praias, delineadas pela Direção Geral de Saúde”.
“A Quercus apela assim aos portugueses que façam um atempado planeamento das suas deslocações às praias, no sentido de evitar acumulações no areal e nos acessos às zonas balneares, consultando para o efeito a aplicação móvel InfoPraia da Agência Portuguesa do Ambiente”, refere a nota de imprensa.

A organização ambiental recorda que para se receber a classificação de “Praia com Qualidade de Ouro” a água balnear tem de respeitar os seguintes critérios: qualidade da água excelente nas últimas cinco épocas balneares de 2015 a 2019; todas as análises realizadas na última época balnear (2019) deverão ter apresentado resultados melhores que os valores definidos para o percentil 95 do anexo I da Diretiva relativa às águas balneares; isto é, para águas costeiras e de transição, todas as análises deverão apresentar valores inferiores a 100ufc/100ml para os Enterococos intestinais e inferiores a 250ufc/100ml para a Escherichia coli, e para águas interiores, 200ufc/100ml e 500ufc/100ml, respectivamente; na última época balnear (2019), não poderá ter ocorrido qualquer tipo de ocorrência/aviso de desaconselhamento da prática balnear, proibição da prática balnear e/ou interdição temporária da praia.

A informação utilizada nesta avaliação é a informação pública oficial disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), refere, tendo apenas em consideração as análises efetuadas nos laboratórios das diferentes Administrações Regionais Hidrográficas.
Das praias galardoadas, 321 são praias costeiras, 54 são praias interiores e seis são de transição. Em comparação com 2019, apesar de existir um aumento global de seis galardões, verificou-se uma diminuição no número de praias costeiras e de transição.
Neste aspeto particular, destaca a Quercus, “sobressai a diminuição de atribuições do galardão “Qualidade de Ouro” a praias costeiras pelo segundo ano consecutivo, num total de menos 20 galardões. Por outro lado, verifica-se uma forte subida de atribuições nas praias interiores, com mais 14 distinções”.
A região Tejo e Oeste voltou a ser a que contabilizou mais praias com “Qualidade de Ouro (102), seguida do região do Algarve (76) e da região Norte (66). Em comparação com 2019, na região Tejo e Oeste verificou-se uma subida de 12 atribuições deste galardão. Já as regiões do Algarve e do Norte tiveram uma diminuição de 11 e 8 Bandeiras Qualidade de Ouro, respetivamente.

As Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores verificaram uma subida de três e quatro praias galardoadas, respetivamente. No Centro e no Alentejo verificou-se igualmente uma subida de cinco e um galardões.
