Utentes sinalizam problemas nas comunicações com centros de saúde no Médio Tejo . Foto: DR

O PSD questionou hoje o governo sobre as medidas que pretende tomar para reduzir o aumento das listas de espera nos Centro Hospitalar do Médio Tejo, que agrega as unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas.

No documento, os deputados do PSD, que tem Duarte Marques como primeiro subscritor, eleito por Santarém, lembram que, “na anterior legislatura, a percentagem de consultas hospitalares que ultrapassavam os Tempos Máximos de Resposta Garantida (TMRG) registou uma evolução positiva, baixando de 31%, em 2010, para 26%, em 2015, mas que, com o a atual governo voltou a subir para 28%”.

“Na anterior Legislatura, a percentagem de consultas hospitalares que ultrapassavam os TMRG registou uma evolução positiva, como o comprova o facto de a mesma ter decrescido de 31%, em 2010, para 26%, em 2015. Contudo, o atual Governo voltou a subir a percentagem de consultas realizadas fora do TMRG para 28%, como logo sucedeu em 2016, um aumento de 2 pontos percentuais, que compromete os resultados positivos que estavam a ser alcançados pelos anteriores executivos.

A agravar o que se acaba de referir, acresce mesmo que os tempos de espera para consultas hospitalares continuaram a aumentar no último ano, obrigando milhares de doentes a esperar largos meses, por vezes mesmo anos, pelo acesso às consultas de que carecem, assim vendo comprometido o seu direito à proteção da saúde.

Na pergunta dirigida ao governo, o PSD sistematiza os tempos de espera pelas várias especialidades, reportando-se a números de novembro de 2017:

– 457 dias de espera para uma consulta da especialidade de Otorrinolaringologia, no Hospital Nossa Senhora da Graça (Tomar);

– 379 dias de espera para uma consulta da especialidade de Cardiologia, no Hospital Doutor Manoel Constâncio (Abrantes);

– 316 dias de espera para uma consulta da especialidade de Cardiologia, no Hospital Nossa Senhora da Graça (Tomar);

– 236 dias de espera para uma consulta da especialidade de Cardiologia, no Hospital Rainha Santa Isabel (Torres Novas);

– 167 dias de espera para uma consulta da especialidade de Cirurgia Geral, no Hospital Rainha Santa Isabel (Torres Novas);

379 dias de espera para uma consulta da especialidade de Ortopedia, no Hospital Doutor Manoel Constâncio (Abrantes).

Os deputados do PSD questionam “que medidas concretas vai o Governo tomar para reduzir o número de consultas hospitalares realizadas fora dos Tempos Máximos de Resposta Garantida no Centro Hospitalar Médio Tejo, EPE?”, “em que data ou datas pretende o Governo tomar essas medidas?” e “quais são os objetivos quantificados pelo Governo para reduzir o número de consultas hospitalares realizadas fora dos TMRG no Centro Hospitalar Médio Tejo, EPE, e com que prazos?”.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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