Médio Tejo procura na Escócia soluções para inovação, energia e desenvolvimento económico. Foto: CIM

Autarcas e representantes empresariais do Médio Tejo participaram numa missão à Escócia para conhecer projetos de inovação, robótica, inteligência artificial e energias renováveis, procurando identificar soluções para reforçar a competitividade regional, atrair investimento e apoiar a transição energética, nomeadamente através da Zona Livre Tecnológica de Abrantes.

A iniciativa, promovida pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIM Médio Tejo), decorreu entre 11 e 15 de outubro, com visitas técnicas e reuniões de trabalho nas ilhas Orkney e em Edimburgo. A comitiva integrou representantes autárquicos e empresariais, incluindo o presidente da NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém, Rui Serrano.

A deslocação realizou-se no âmbito da Plataforma Territorial de Descoberta Empreendedora do Médio Tejo, uma iniciativa desenvolvida pela CIM em parceria com a NERSANT e o TAGUSVALLEY, destinada a identificar oportunidades de inovação, cooperação empresarial e desenvolvimento económico sustentável.

Um dos principais pontos do programa foi a visita ao European Marine Energy Centre (EMEC), nas ilhas Orkney, um centro internacional de demonstração e ensaio de tecnologias de aproveitamento de energias renováveis, nomeadamente das ondas e das marés.

Segundo a CIM Médio Tejo, o contacto com este centro permitiu conhecer um modelo de experimentação tecnológica em ambiente real, orientado para a validação de novas soluções energéticas e para a aproximação entre empresas, investigação científica e mercado.

A experiência foi considerada particularmente relevante para a reflexão sobre o desenvolvimento de serviços, parcerias e mecanismos de atração de projetos inovadores no âmbito das Zonas Livres Tecnológicas, nomeadamente da ZLT de Abrantes.

A missão incluiu também uma reunião com representantes do Município de Orkney, dedicada às estratégias locais de desenvolvimento económico, inovação, energia e apoio ao empreendedorismo.

Ainda nas ilhas escocesas, a comitiva visitou a Creative Orkney, organização que reúne artesãos profissionais e promove a valorização da produção local, do design e dos saberes tradicionais. O objetivo passou por conhecer modelos que associam criatividade, identidade territorial, atividade económica e promoção turística.

Em Edimburgo, os representantes do Médio Tejo visitaram o The National Robotarium, instituto de investigação e desenvolvimento de soluções de robótica, inteligência artificial e sistemas autónomos, que trabalha em colaboração com a indústria.

A visita incluiu o contacto com laboratórios e projetos de investigação, bem como uma apresentação sobre o modelo de funcionamento e as parcerias da instituição, destacando o papel da transferência de conhecimento científico e tecnológico para as empresas.

O programa terminou com uma reunião com representantes do Município de Edimburgo, centrada nas políticas de desenvolvimento urbano, inovação e dinamização económica.

Médio Tejo procura na Escócia soluções para inovação, energia e desenvolvimento económico. Foto: CIM

Para o presidente da NERSANT, Rui Serrano, a principal conclusão da missão está na importância de aproximar o conhecimento científico, as empresas e as entidades públicas.

“Estas experiências colocam em evidência um princípio essencial ao desenvolvimento dos territórios: a capacidade de criar ligações eficazes entre conhecimento, investimento, iniciativa empresarial e decisão pública”, afirmou, citado numa nota da associação empresarial.

Rui Serrano considerou que os exemplos conhecidos na Escócia assumem particular importância numa altura em que as empresas enfrentam desafios crescentes de produtividade, qualificação, digitalização e eficiência energética.

“A evolução tecnológica exige não apenas investimento em equipamentos e infraestruturas, como também novas competências, capacidade de adaptação e uma relação mais próxima entre o sistema científico e tecnológico e o tecido empresarial”, sublinhou.

O dirigente associativo destacou ainda as potencialidades económicas do Médio Tejo, nomeadamente a localização geográfica, as acessibilidades, a tradição industrial, as instituições de ensino e conhecimento e a diversidade de recursos existentes.

“A valorização destes ativos exige, contudo, uma estratégia capaz de os articular, promover complementaridades e criar condições para atrair projetos empresariais de maior valor acrescentado”, defendeu.

A NERSANT pretende que os contactos institucionais e o conhecimento adquirido através destas iniciativas contribuam para reforçar a inovação, a internacionalização das empresas e a capacidade de atração de investimento para o território.

Segundo a CIM Médio Tejo, a missão permitiu identificar boas práticas e explorar possibilidades de cooperação entre territórios, instituições e empresas, nas áreas da inovação tecnológica, transição energética e desenvolvimento económico.

A iniciativa enquadra-se na candidatura “Plataforma Territorial de Descoberta Empreendedora do Médio Tejo”, apresentada pela CIM em parceria com a NERSANT e o TAGUSVALLEY, ao programa CENTRO 2030, com financiamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no âmbito do Portugal 2030.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

Leave a Reply