Torres Novas, Ourém, Alcanena e Tomar são os municípios do Médio Tejo que integram a candidatura de Leiria a Capital Europeia da Cultura Foto arquivo: CM Alcanena

Decorreu na sexta-feira, 22 de fevereiro, no Museu de Leiria, a assinatura do protocolo de colaboração estabelecido entre o município de Leiria e vários outros municípios da sua região, nomeadamente Ourém, Tomar, Torres Novas e Alcanena, já no Médio Tejo, para a candidatura de Leiria a Capital Europeia da Cultura 2027. Na ocasião, foi também anunciado que Entroncamento e Golegã podem vir a juntar-se ao projeto, tal como o Instituto Politécnico de Tomar.

O coordenador do Conselho Estratégico da Candidatura de Leiria a Capital Europeia da Cultura 2027 realçou “a dimensão absolutamente inédita” do projeto, que junta 25 municípios de três comunidades intermunicipais.

No dia em que foi apresentada no Museu de Leiria a Rede Cultura 2027, que integra os municípios envolvidos na candidatura, João Bonifácio Serra afirmou estar “muito satisfeito” com a evolução do projeto.

“Esta é uma dimensão absolutamente inédita. Não apenas pelo número, mas pela natureza do que estes municípios assinaram”, disse o antigo presidente da Guimarães 2012, sublinhando que a abrangência territorial “não tem paralelo em Portugal”.

Segundo o responsável pelo Conselho Estratégico, os municípios envolvidos “reconhecem que a cultura é um elemento de regeneração dos seus territórios”.

“Esse ponto é absolutamente inédito, porque coloca a questão da participação não como um objetivo a atingir, mas como um pressuposto já atingido”, referiu

Relativamente a outras candidaturas, João Bonifácio Serra garante que a candidatura de Leiria “é a que mais tem feito neste processo, que mais tem construído ideias, que tem sabido juntar as forças e os meios para ser capaz de discutir com o júri internacional a sua validação”.

Esta candidatura está suficientemente bem colocada para se dizer que é uma candidatura viável. É muito ambiciosa, porque não se limita a dizer que quer ser candidata: está a construir-se todos os dias no terreno, peça a peça, lentamente, mas com grande segurança e grande consenso, que atravessa toda a sociedade e todos este vastíssimo território”, que, frisou, “vai de Castanheira de Pera a Alenquer e chega a Ourém, Alcanena e Torres Novas”.

A candidatura de Leiria terá também o mérito de, no conjunto dos municípios, surgir no curto prazo com “um suporte, uma retaguarda à mobilidade artística, à criação artística e à dignificação do trabalho dos criadores, o que é muito importante nesta circunstância do país e da Europa”

Também foi anunciado que Entroncamento, Golegã e Óbidos podem vir a juntar-se ao projeto, tal como o Instituto Politécnico de Tomar.

“Se houver mais municípios que manifestem vontade de aderir, isso é vantajoso e significa o reconhecimento deste trabalho”, notou João Bonifácio Serra.

Raul Castro, presidente da Câmara Municipal de Leiria, classificou como “momento histórico” a assinatura do manifesto de candidatura pelas partes envolvidas.

Vai permitir criar uma rede cultural com os agentes culturais de cada um dos concelhos. Em conjunto, vão ganhar uma força inestimável e vão ter a capacidade de poderem apresentar-se em todo o território, para que as pessoas conheçam, fiquem sensibilizadas e comecem a apoiar mais do que tem acontecido até aqui os agentes culturais de cada um dos concelhos”.

Segundo o autarca, a candidatura a Capital Europeia da Cultura “é a grande oportunidade para uma resposta coerente para o desafio que é o desenvolvimento do território”.

Após a assinatura do protocolo decorreu a primeira reunião do Conselho Geral da Rede Cultura 2027, onde estiveram presentes todas as entidades que integram esta parceria.

C/LUSA

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

Deixe um comentário

Leave a Reply