Hospital de Abrantes na linha da frente no combate ao Covid-19 na região do Médio Tejo. Foto: mediotejo.net

O hospital de Abrantes vai ser o centro de acolhimento dos casos mais graves e combate aos casos mais críticos identificados no Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) com o novo coronavírus. Para libertar espaço, acolher e tratar de pessoas infetadas, e proteger cidadãos e profissionais, os serviços de Maternidade e o Serviço de Ginecologia/Obstetrícia vão ser transferidos da Unidade Hospitalar de Abrantes para a Unidade Hospitalar de Torres Novas, e o Serviço de Ortopedia passa para Tomar, ficando os hospitais de Torres Novas e de Tomar como retaguarda nesta guerra ao Covid-19.

As medidas são temporárias e foram dadas a conhecer na terça-feira, dia em que foram tornados públicos os primeiros casos de infeção na região. Estas diretivas mantêm-se em vigor durante o Plano de Contingência do CHMT.

“O Hospital de Abrantes é o que tem mais capacidade em termos de equipamentos instalados para dar resposta ao desafio do Covid-19” e, por isso, vai “acolher os doentes mais graves e mais urgentes” da região, disse fonte oficial do CHMT ao mediotejo.net, tendo lembrado que é na unidade hospitalar de Abrantes que funciona a Unidade Médico Cirúrgica, os cuidados intensivos, e onde foram instaladas as tendas modelares do Exército à entrada do Serviço de Urgências.

O hospital de Abrantes vai ser o centro de acolhimento dos casos mais graves e combate aos casos mais críticos identificados no Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) com o novo coronavírus. Foto: mediotejo.net

Em comunicado, o CHMT dá conta que as novas medidas representam uma nova fase no reforço das medidas do plano de contingência atendendo ao “evoluir da situação da propagação do novo Coronavírus” e do “estado de Alerta em que se encontra o País”, e que as mesma foram hoje apresentadas aos autarcas dos três municípios onde estão instaladas as Unidades Hospitalares do CHMT, (Abrantes, Tomar, e Torres Novas), que “manifestaram total disponibilidade para apoiar a concretização destas medidas de recurso e transitórias, considerando estarmos “numa situação excecional que requer medidas excecionais”.

Assim, o CHMT decidiu transferir “temporariamente e durante tão-só a vigência do Plano de Contingência, a Maternidade e o Serviço de Ginecologia/Obstetrícia da Unidade Hospitalar de Abrantes para a Unidade Hospitalar de Torres Novas”, uma mudança que será efetuada por forma a “deslocar este Serviço do mesmo espaço físico onde ficarão concentrados os principais meios para o combate ao SARS-Cov-2/Covid 19”.

Neste âmbito, também o Serviço de Ortopedia, atualmente situado da Unidade Hospitalar de Abrantes, é transferido para a Unidade Hospitalar de Tomar.

“Estas transferências temporárias permitirão reforçar, na Unidade Hospitalar de Abrantes, as condições operacionais ao nível da urgência e emergência e nos aspetos críticos da salvaguarda da vida, para prestarmos os cuidados assistenciais que os doentes necessitam, preservando-se, tanto quanto possível, a segurança de profissionais e utentes do Centro Hospitalar do Médio Tejo”, afirma o CHMT.

“As medidas que agora vão ser adotadas pelo Centro hospitalar visam a dotação das melhores condições possíveis para que os profissionais deste Centro Hospitalar do Médio Tejo enfrentem a pandemia do novo Coronavírus e manter-se-ão enquanto se justifique, podendo ser alteradas em virtude do evoluir constante da situação”, conclui.

O Hospital de Abrantes instalou na segunda-feira três tendas, duas delas militares, junto às urgências da unidade hospitalar para fazer triagem de casos suspeitos de Covid-19.

Para libertar espaço, acolher e tratar de pessoas infetadas, e proteger cidadãos e profissionais, os serviços de Maternidade e o Serviço de Ginecologia/Obstetrícia vão ser transferidos da Unidade Hospitalar de Abrantes para a Unidade Hospitalar de Torres Novas, e o Serviço de Ortopedia passa para Tomar, ficando os hospitais de Torres Novas e de Tomar como retaguarda nesta guerra ao Covid-19. Foto: mediotejo.net

Abrantes, que acolhe a Unidade Médico Cirúrgica e os cuidados intensivos do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), fica com mais capacidade instalada de tendas no exterior que Tomar e Torres Novas tendo em conta que é esta unidade hospitalar que vai acolher os casos mais graves e situações mais críticas de eventuais infetados por Covid-19.

Na terça-feira, dia 17 de março, foram conhecidos os três primeiros cidadãos da região do Médio Tejo infetados com o novo coronavírus, sendo os mesmos de Tomar, Ourém e Constância.

Hospital de Abrantes vai acolher infetados na guerra ao Covid-19 e transfere serviços de Maternidade, Ortopedia, e Obstetrícia/Ginecologia. Foto: DR

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 260 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, no distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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