Carlos Andrade Costa, presidente do Conselho de Administração (CA) do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT). Foto: mediotejo.net

Na sessão protocolar das I Jornadas de Enfermagem do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), realizadas nos dias 10 e 11 de maio, em Torres Novas, o presidente do conselho de administração, Carlos Andrade Costa, frisou a contínua ambição da instituição e o desejo de procurar estabelecer novos serviços, novos equipamentos, trabalhando além da escassez de médicos.

“Como referi aquando da visita do Senhor Ministro da Saúde, em outubro de 2016, a este Centro Hospitalar, o CHMT tornou-se numa Casa ambiciosa. Ambiciosa em projetos, em investimento, em rejuvenescimento e fortalecimento do seu quadro de pessoal. Somos e continuaremos a ser uma Casa ambiciosa”, afirmou Carlos Andrade Costa.

Segundo o responsável, a enfermagem “nos últimos 20 anos tem conhecido uma enorme aceleração naquilo que é a sofisticação e a complexidade técnica do seu Saber. Também graças à Enfermagem o Serviço Nacional de Saúde é hoje uma das inequívocas realidades mais valorizadas pelos portugueses. Como um direito fundamental da sua cidadania.”

Referindo ser papel do CHMT “garantir a realização Constitucional de acesso aos cuidados de saúde hospitalares”, o presidente do CHMT deixou claro que “nos últimos anos temos procurado cumprir a nossa Missão, de forma cada vez mais assumida, mais concreta, mais abrangente”.

Contrapondo com o passado mais recente e a evolução efetuada no CHMT, Carlos Andrade Costa salientou que “hoje, em maio de 2018, já não falamos da aquisição do aparelho de TAC para Tomar, da renovação de equipamentos para toda a área da imagiologia – como é o caso do mamógrafo – ou de outras especialidades. Já não falamos da edificação da sala limpa em Torres Novas ou da requalificação de serviços vários. Isso no CHMT é passado”.

“Hoje falamos da criação da unidade de reabilitação respiratória, do Hospital de dia de Medicina Interna com competências para o tratamento da doença autoimune. Hoje falamos da criação da unidade de hemodinâmica. Falamos do início da atividade da nefrologia pediátrica. Hoje falamos da aquisição de um equipamento de Ressonância Magnética”, afirmou.

Para o presidente “este é o nosso inequívoco futuro”, reconhecendo que “o facto do CHMT durante quase toda a sua existência ter tido equipas de gestão sem experiência na gestão da Saúde atrasou até um limite insustentável a modernização e afirmação técnica deste Centro Hospitalar. Não foi percecionado o contexto muito especifico da Saúde e em particular do ambiente hospitalar. Não foram identificadas as tendências evolutivas da população e o impacto em Saúde do seu envelhecimento. Não foram antecipadas as necessidades de rejuvenescimento tecnológico”.

“Agora há que fazer tudo a um ritmo mais acelerado, intenso e abrangente na diversidade das especialidades hospitalares. Razão pela qual os exercícios orçamentais dos próximos anos terão que afetar um esforço ao investimento superior ao milhão de euros que tem sido realizado desde 2015”, adiantou.

Salientou ainda “o desempenho hospitalar referente ao exercício de 2017 e primeiro trimestre de 2018, no seu respetivo grupo de análise, onde o CHMT aparecia no primeiro lugar dos indicadores que medem o acesso aos cuidados de saúde hospitalares”.

Apesar da “endémica escassez de médicos tais resultados não são fator de menor relevância”, reforçou Carlos Andrade Costa deixando a questão: “Como é tal possível? A resposta é imediata: com enorme empenho de todos os seus profissionais. Com este potencial em instalações.Com esta posição geográfica”.

“O nosso posicionamento geográfico não pode deixar nenhum decisor indiferente. Os resultados que apresentamos não podem e não são ignorados por ninguém. Razão pela qual aqui se cumpre o dever de publicamente agradecer o apoio que sempre recebemos por parte da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e de toda a nossa Tutela”, terminou.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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