Centro de Vacinação de Abrantes. Foto arquivo: CMA

Os Centros de Vacinação de Abrantes, Ourém, Tomar e Torres Novas, do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, vão passar a estar abertos apenas à terça-feira, quinta-feira, e sábado, entre as 9:00 e as 13:00, a partir de 1 de março, informou o ACES.

Os centros passam assim, a partir de terça-feira, dia 1 de março, a abrir apenas três dias por semana para cumprir com a vacinação contra a covid-19, sendo que o ACES Médio Tejo, entidade responsável pelos centros de vacinação, justifica a decisão derivado ao decréscimo de afluência de utentes.

“Nas últimas semanas temos notado um decréscimo muito acentuado de afluência aos Centros de Vacinação” o que atribui “ao facto de já não existirem utentes elegíveis para vacinação, uma vez que já convocámos todos os utentes para a dose de reforço contra a Covid-19 com idade igual ou superior a 18 anos”, refere o ACES Médio Tejo.

Por outro lado, argumenta a entidade, muitos dos utentes, “sobretudo os mais jovens, por terem estado infetados com Covid 19, só poderão ser vacinados a partir de maio, decorrido o período de tempo previsto na Norma de Vacinação da DGS”.

A capacidade instalada dos centros de vacinação contra a covid-19 vai ser reduzida de 625 mil pessoas para cerca de 100 mil pessoas a vacinar por semana, anunciou hoje o coordenador do plano.

Nas próximas semanas, a reorganização do dispositivo nacional vai reduzir a “capacidade instalada de 625 mil pessoas por semana para uma capacidade de vacinação de cerca de 100 mil pessoas por semana”, adiantou o coronel Carlos Penha-Gonçalves em conferência de imprensa.

De acordo com o coordenador do núcleo de coordenação do plano de vacinação contra a covid-19, essa diminuição justifica-se por 85% das pessoas elegíveis já terem a dose de reforço, o que determina, do ponto de vista da dinâmica da vacinação, a “passagem de um processo de alta intensidade para baixa intensidade”.

“O que estamos a fazer neste momento é um plano progressivo de adaptação da estrutura e de todo o dispositivo nacional a esta nova fase”, adiantou Penha-Gonçalves, ao avançar ainda que, nas próximas semanas, será feita a integração de todo o processo no Ministério da Saúde.

Segundo anunciou hoje o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, os centros de vacinação contra a covid-19 vão diminuir de 192 para 139 a partir de terça-feira, num processo que prevê a transição da vacinação para os centros de saúde.

Segundo António Lacerda Sales, mais de 5,9 milhões de pessoas já receberam a dose de reforço, faltando vacinar um universo de cerca de 950 mil pessoas elegíveis à data de hoje.

Testes antigénio gratuitos passam de quatro para dois em março

O Governo vai prolongar a comparticipação dos testes rápidos de antigénio (TRAg) até ao final de março, mas cada utente passa a ter direito a apenas dois testes gratuitos, anunciou hoje o secretário de Estado Adjunto e da Saúde.

“Entendemos que o regime excecional de comparticipação dos testes rápidos irá continuar em vigor durante o mês de março e passará a incluir dois testes gratuitos por mês para cada utente”, disse António Lacerda Sales, em conferência de imprensa em que anunciou também a redução do número de centros de vacinação ativos.

Em janeiro, o executivo já tinha decidido prolongar até ao final de fevereiro o regime excecional que permitia a comparticipação pelo Estado de quatro testes ao SARS-CoV-2 realizados em farmácia ou laboratório por mês.

A medida vai manter-se durante o mês de março, mas cada utente vai passar a poder realizar apenas dois testes gratuitos por mês.

O governante justificou a redução do número de testes comparticipados reafirmando que Portugal está atualmente numa nova fase da pandemia, com uma evolução positiva da situação epidemiológica e o alívio das medidas de contenção da pandemia da covid-19.

Entre as novas regras, anunciadas na semana passada, a apresentação de um teste negativo ao SARS-CoV-2 deixou de ser obrigatória em quase todas as situações, à exceção das visitas aos lares e em estabelecimentos de saúde.

“De acordo com a atual evolução epidemiológica, de acordo com o alívio de restrições a que temos assistido, há de facto uma menor necessidade de testagem nos tempos atuais”, sustentou Lacerda Sales.

C/LUSA

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