Ortiga. Foto: DR

Os deputados do CDS-PP Patrícia Fonseca, Álvaro Castello-Branco e Ilda Araújo Novo questionaram o Ministro do Ambiente sobre os pontos de recolha de amostras de água no Rio Tejo, no seguimento da denúncia do proTEJO – Movimento Pelo Tejo de que a APA – Agência Portuguesa do Ambiente se terá deparado com dificuldades para a recolha na praia fluvial da Ortiga, no concelho de Mação.

No comunicado enviado para as redações, o CDS-PP refere que a justificação do técnico da APA com “falta de acessibilidades” surgiu perante a questão se “a rede de monitorização da qualidade da água incluía uma estação junto ao paredão da Barragem de Belver (ao invés do braço da albufeira que conflui com a Ribeira de Eiras, onde se encontravam), o técnico da APA terá respondido negativamente”.

Situação que os deputados da Assembleia da República dizem causar “alguma estranheza, já que o braço da Ribeira de Eiras tem sempre um aporte de água proveniente deste tributário que dilui os problemas que se verificam no troço principal do Tejo”, na medida em que “a amostra obtida na praia fluvial de Ortiga pretende ser representativa da qualidade da água na Barragem de Belver”.

À pergunta colocada a João Pedro Matos Fernandes no início desta semana foi acrescentado um pedido de esclarecimento “se o técnico da Agência Portuguesa do Ambiente se encontrava a recolher amostras, no local referido, no âmbito do programa normal de monitorização, ou se estas recolhas são decorrentes do episódio de poluição registado no dia 8 de fevereiro”.

O mesmo documento recorda que “no final da semana passada, Patrícia Fonseca questionou o Ministério do Ambiente sobre as descargas poluentes ocorridas a 8 de fevereiro, no Rio Tejo, na zona de Abrantes” e alerta para os “recorrentes” problemas ambientais relacionados com o rio Tejo que tomaram “proporções de maiores dimensões nos últimos dois anos”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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