Projeto CIA - “um passo” para a literacia num trabalho em rede na região do Médio Tejo. Foto: CIMT

A Biblioteca Pública Gustavo Pinto Lopes, em Torres Novas, foi palco da apresentação pública do Projeto “Cidadania Informada e Ativa” (CIA), “um passo” para a literacia que resulta de um trabalho em rede nos 13 municípios do Médio Tejo.

Anabela Freitas, presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo, abriu a sessão de apresentação do projeto, salientando que a ocasião “significava mais um passo num caminho que se iniciou em 2017, aquando da criação da Rede Intermunicipal de Bibliotecas Públicas do Médio Tejo”.

“O Projeto CIA fez-nos viajar para fora das “paredes de uma biblioteca”, fez-nos viajar para o trabalho em rede com as Juntas de Freguesia, com as Universidades Seniores, com os Centro Qualifica”, entre outras entidades, afirmou a presidente da CIM do Médio Tejo, tendo evidenciado que “o CIA possibilita a melhoria dos hábitos de leitura e a aprendizagem ao longo da vida” além de ter por objetivo “melhorar o acesso à internet”.

“É preciso dizer que estamos a trabalhar uma componente social porque a internet encurta distâncias. A internet permite-nos comunicar e combater, de alguma forma, a solidão, mas é importante que ela seja bem utilizada e este projeto visa justamente isso”, referiu.

Segundo a responsável, que também preside à Câmara de Tomar, a criação desta rede foi “um passo muito importante na nossa região porque cada um de nós trabalhava de forma isolada e nada melhor do que trabalharmos em rede, tal como verifica com este projeto”.

Seguidamente, foi a vez de Silvestre Lacerda, Diretor-Geral da DGLAB, usar da palavra para afirmar que se estava “perante um trabalho que foi realizado com muito empenho por todos os bibliotecários dos municípios, que compõem a CIM Médio Tejo” e que hoje estavam reunidas as melhores condições para se evitar “a exclusão social e até tentar eliminá-la completamente quanto aos meios tecnológicos prestados pelos serviços centrais”.

O anfitrião do evento, Pedro Ferreira, presidente da Câmara de Torres Novas, congratulou-se com o facto de a iniciativa ter decorrido na sua cidade, junto “daqueles que querem trabalhar as literacias e os aspetos culturais para desenvolver esta região do Médio Tejo”.

Coube aos técnicos da Biblioteca Municipal de Torres Novas apresentar o projeto CIA, tendo os mesmos referido que, com as Juntas de Freguesia, pretende-se um conjunto de ações que passam, entre outros, pela cedência de espaços para a atuação das “bibliotecas descentralizadas”, a divulgação e identificação de potenciais interessados nas ações a promover no âmbito das literacias, a colaboração nos transportes dos formandos para a viabilização das ações a promover, e a realização de ações de sensibilização para a capacitação em causa.

Já com as Universidades Seniores, pretende-se introduzir nos seus planos de atividades algumas ações no âmbito do projeto CIA, para, em articulação com as Bibliotecas Municipais, promoverem as diferentes literacias.

Com os Centros Qualifica prevê-se a colaboração para a realização de workshop e sessões de leitura e a promoção das diferentes literacias, nomeadamente a digital, de informação, saúde, financeira, entre outras.

A organização perspetiva que entre 2022 e 2023, o projeto, financiado pela DGLAB, garanta 189 ações de Leitura e Literacia Digital de 10 horas cada. As ações serão descentralizadas nas sedes de concelho do Médio Tejo e Juntas de Freguesia e, no total, estima-se que beneficiem 1.890 formandos.

Também com a implementação do Projeto CIA já foi possível adquirir para cada uma das bibliotecas municipais um total de 5 tablet, 5 computadores portáteis, 1 router/internet móvel, e 1 videoprojetor.

Projeto CIA – “um passo” para a literacia num trabalho em rede. Foto: CIM Médio Tejo

Por último, passou-se à apresentação do funcionamento do PressReader, que permite aos utilizadores das bibliotecas acederem a milhares de publicações nacionais e internacionais.

Trata-se de uma plataforma que inclui um conjunto de serviços acessíveis através de uma subscrição anual, já efetuada pelas bibliotecas dos 13 municípios do Médio Tejo.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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