Médio Tejo acolhe reunião Transnacional do projeto HITTS. Foto: CIM

A sub-região do Médio Tejo acolheu a reunião transnacional do projeto HITTS – (Heritage Innovation, Territory, Tourism and Sustainability), programa criado para enfrentar desafios comuns das regiões rurais, nomeadamente o despovoamento e envelhecimento populacional, a saída de recursos humanos qualificados, a falta de valorização e reutilização do património cultural e natural.

A comitiva, com representantes de fundações, associações, municípios, comunidade intermunicipal, entre outros participantes, provenientes de Portugal, Espanha e França, esteve reunida na Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), em Tomar.

No dia 12, debateram-se vários assuntos, entre os quais: os projetos em desenvolvimento por cada instituição, as regras de comunicação do HITTS, os stakeholders, as metodologias criadas, tendo sido abordado o tema da “Partilha e (re)criação de uma história comum do território SUDOE”.

Também, com a participação de João Tomaz Simões, professor no Instituto Politécnico de Tomar, foi desenvolvido um workshop dedicado à metodologia de identificação de boas práticas de reutilização e valorização patrimonial no território SUDOE. O dia culminou com uma visita ao Convento de Cristo.

Médio Tejo acolhe reunião Transnacional do projeto HITTS

Os trabalhos continuaram no dia 13, com várias tarefas associadas à execução do projeto, sendo que a sessão contou com a presença dos parceiros locais do projeto no Médio Tejo: ADIRN, Pinhal Maior e TAGUS, que deixaram os seus contributos.

Durante a tarde, a comitiva internacional esteve no concelho de Sardoal, numa visita à Cooperativa Artelinho e à Quinta do Côro. Conheceram a realidade local e tiveram oportunidade de trocar impressões com os representantes destas casas, conhecendo a sua história e provando os seus produtos.

Recorde-se que o HITTS foi criado para enfrentar desafios comuns das regiões rurais do SUDOE, nomeadamente: o despovoamento e envelhecimento populacional nas zonas rurais, a saída de recursos humanos qualificados, a falta de valorização e reutilização do património cultural e natural.

Reúne vários parceiros, entre os quais se encontra a CIM Médio Tejo que está a trabalhar a preservação do património cultural e natural no contexto da promoção do Enoturismo.

O objetivo deste projeto é valorizar as singularidades do património cultural e natural das zonas rurais do espaço SUDOE, através da revitalização do património e da colaboração público-privada, promovendo o turismo sustentável e ecológico.

São oito os beneficiários do projeto: Fundação Huerta de San Antonio-Úbeda (ES); Fundação Valle Salado de Añana (ES); Associação de Desenvolvimento de Campo de Montiel e Campo de Calatrava Tierras de Libertad (ES); Escola Superior de Turismo de Múrcia S.L. (ES); Município de Montalegre (PT); Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (PT); Syndicat mixte d’aménagement et de gestion du Parc naturel régional des Grands Causses (FR); e L’Aven Armand – Montpellier le Vieux SA (FR).

O HITTS é financiado no âmbito do Programa Interreg Sudoe, que apoia o desenvolvimento regional no sudoeste da Europa, financiando projetos transnacionais através do FEDER.

O Programa de Cooperação Transnacional INTERREG V-B Sudoeste Europeu (SUDOE) foi aprovado pela Comissão Europeia a 18 de junho de 2015, com um montante FEDER de 107 milhões de euros.

O objetivo principal do Programa é de consolidar o espaço sudoeste europeu como um espaço de cooperação territorial nas áreas da inovação, da competitividade, e da proteção do meio ambiente.

Os projetos aprovados devem ser compostos por parceiros públicos ou privados das diferentes regiões do Espaço SUDOE, que é constituído por todas as comunidades autónomas espanholas (exceto as Ilhas Canárias), as seis regiões do sudoeste da França, as regiões continentais de Portugal, o Reino Unido (Gibraltar) e o Principado da Andorra.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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