Sara Querido obteve 19,9 no exame nacional final de avaliação do internato médico. Foto: DR

A médica Sara Querido, do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) quase atingiu a nota máxima com os 19,9 valores obtidos, tendo registado a melhor nota da especialidade de Nefrologia. Sara Querido, que realizou o seu internato no Serviço de Nefrologia do Centro Hospitalar do Médio Tejo, teve a nota mais alta no exame de avaliação final do internato médico.

“Em Portugal temos o exame final da especialidade e foi esse exame que fiz, entre 25 e 28 de Outubro, e que terminei com 19,9”, refere Sara Querido, citada em nota de imprensa do CHMT.

Apesar do muito esforço, trabalho e dedicação este é um resultado que nunca se espera. “Eu própria não estava à espera deste resultado”, confidenciou a agora especialista Sara Querido.

E como se chega ao 19,9? “Com esforço. Sobretudo nos últimos dois anos dediquei-me bastante à parte curricular, quer a nível da preparação científica, quer a nível da apresentação. A primeira prova foi curricular e as restantes foram provas orais. Foi muito tempo de estudo e foi um momento muito bom, também porque consegui manter a calma entre as diferentes provas”, contou Sara Querido.

O exame final da Sara, que a deixou feliz, foi também importante porque permite “mostrar que o facto de se vir de um hospital distrital, onde não temos todas as valências e onde não temos muitas vezes o apoio científico, que existem em hospitais maiores e centrais, não é impeditivo deste resultado. É resultado também das oportunidades que criamos, dos estágios que fazemos, do que conseguimos dedicar à especialidade. O facto de virmos de um hospital onde, teoricamente, não se teria tanta possibilidade de progredir no internato não faz o interno. O interno faz-se, também, a si próprio” declara a interna que obteve a melhor classificação.

Para os colegas mais novos fica o exemplo: “O nosso serviço de nefrologia é relativamente recente. Há outros hospitais com mais tradição em formação. Eu sou a terceira interna do serviço de Nefrologia do CHMT. Este resultado mostra aos colegas mais novos que, mesmo em hospitais com menos tradição, se consegue formar e com distinção”.

Quem nunca teve dúvidas da possibilidade deste 19,9 foi a diretora do Serviço de Nefrologia do CHMT, Ana Vila Lobos. “Eu disse: tu vais ficar em primeiro lugar. Percebi logo o grande potencial dela. Tenho uma larga experiencia de ver curricula e o dela não tinha comparação com tudo o que eu tinha visto antes”.

“A Sara agora é especialista e uma grande especialista e, para nós, é um orgulho muito grande. Muito para além do mérito de serviço, o mérito é todo dela, foi um grande esforço e ficamos muito orgulhosos por ter feito o internato aqui, connosco”, afirmou Ana Vila Lobos, que ganhou a aposta que fez com a interna: “Eu sempre disse que ela ia ter a melhor nota e ganhei um jantar”.

O futuro de Sara Querido está em aberto e a escolha será dela, mas no Centro Hospitalar do Médio Tejo, em particular no Serviço de Nefrologia, a vontade é expressa pela diretora do Serviço, “o que gostaria era que ela ficasse cá. Dava-nos um grande impulso até do ponto de vista científico”.

Apesar de a decisão não estar tomada, a diretora do Serviço de Nefrologia do CHMT, refere: “ela vai ser sempre nossa”.

Para já, a especialista em Nefrologia, Sara Querido, desfruta deste brilhante resultado que faz questão de partilhar: “lá por casa ainda se está em festa. Esta é também uma altura em que reparamos quem é que realmente se preocupa connosco, quem gosta de nós e quem comemora connosco os nossos sucessos e as nossas vitórias. Este é um momento que tem mostrado quem são os amigos, aqueles que ficam genuinamente satisfeitos com o que alcançamos. Sobretudo para a minha mãe tem sido um orgulho, pois acompanhou o esforço dos últimos anos”.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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