Foto: arquivo/Apheleia em Mação

O Seminário internacional APHELEIA está de volta a Mação, e realiza-se presencialmente entre 30 de março e 8 de abril, no Centro Cultural Elvino Pereira. O tema da edição deste ano versa sobre as “Artes e Transformação Sociocultural”.

Na sua oitava edição, o APHELEIA contará com inúmeras iniciativas, entre debates, conferências, workshops, mesas redondas e visitas temáticas, contando com alguns eventos abertos ao público. Outras iniciativas acontecerão descentralizadas, nomeadamente no Instituto Terra e Memória, no Parque Arqueosocial do ANDAKATU e haverá também uma visita a Abrantes, ao Castelo e ao Museu Ibérico de Arqueologia e Arte. 

Mação será anfitriã, por estes dias, de dezenas de especialistas, professores e alunos de áreas como a Arqueologia, Arte, Antropologia, História, Filosofia, Geografia, Ciências da Comunicação e Educação.

Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo. Foto: mediotejo.net

A programação acompanha o tema base, partindo do pressuposto de que “a dinâmica sociocultural é simultaneamente condicionada (por recursos materiais disponíveis, outros humanos, logística, técnicas herdadas, estrutura social), informada (por tradições culturais, pesquisa e inovação, incluindo tecnologia) e motivada (por necessidades percebidas, insights e previsão)”, pode ler-se em informação divulgada pela autarquia.

O VIII Seminário Internacional APHELEIA irá explorar os diversos temas numa abordagem transcultural, através do tempo e do espaço, reunindo para isso artistas e investigadores das Ciências Humanas, e focando, em particular, o papel das artes na estruturação das paisagens culturais.

Parque Arqueosocial Andakatu, em Mação. Foto: mediotejo.net

“Embora as artes sejam muitas vezes entendidas como uma expressão máxima do génio humano ou como um lazer/entretenimento, vale reconhecer que, desde a invenção da noção de simetria, há mais de 1,5 milhão de anos, os humanos têm dedicado cada vez mais parte de seu tempo para produzir, compartilhar e apreciar expressões de comportamento que reúnam criatividade, reflexão, usabilidade não imediata, performance, comunicação, domínio de técnicas e, às vezes, crítica. Ao fazer isso, as artes incorporam dimensões intangíveis em objetos, rituais e outras expressões materiais. O interesse das sociedades por este tipo de expressões humanas está bem documentado desde a pré-história até à contemporaneidade”, lê-se no contexto da iniciativa.

Surgem então questões par serem debatidas. “Mas qual é o seu papel, ou papéis, na sociedade? Sendo um tipo de pesquisa não académica, a arte pode oferecer insights sobre significado, valores, desafios ou necessidades, mas como eles se relacionam com a governança, compreensão e previsão da comunidade?”, refere o texto de introdução a esta iniciativa, que pretende ser um espaço de reflexão, debate e cruzamento de ideias e conceitos, entre as mais vastas áreas de conhecimento e investigação em torno da gestão cultural do território.

Instituto Terra e Memória (ITM), em Mação. Foto: DR

O seminário resulta da parceria estratégica europeia APHELEIA – Gestão Cultural Integrada do Território, coordenada pelo Instituto Politécnico de Tomar (IPT) e aprovada e financiada pela Comissão Europeia.

A sessão de abertura acontece na quarta-feira, dia 30 de março, pelas 9h00, contando com a presença do presidente da direção do IPT, João Coroado, do presidente da Câmara Municipal de Mação, Vasco Estrela, de Gabriela Ramos (ADG UNESCO), Hsiung Ping-chen (CIPSH), Inês Câmara (Mapa das Ideias), Helena Henriques (CGEO), Steven Hartman (BRIDGES) e Luiz Oosterbeek, titular da Cátedra UNESCO–IPT de Humanidades e Gestão Cultural Integrada do Território.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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