Foto: Projeto Fôlego

A vila de Mação será palco de um espetáculo de rua diferente, este sábado, 30 de abril, numa noite que convida a uma “romaria de luz” no âmbito do projeto artístico Fôlego, do qual o Município de Mação é parceiro. O espetáculo de video mapping em movimento “Tatuagens são vozes que se conseguem ver para sempre” tem como ponto de encontro e partida o Largo dos Bombeiros, pelas 21h00.

Através de um percurso de video mapping que se irá movimentando e projetando nas paredes as imagens de uma recolha feita anteriomente, acompanhadas pelo público que segue em cortejo pelas ruas.

Trata-se de um projeto de Video-Mapping em Movimento, criado pela ARTELIER By Nuno Paulino TNR Studios, e que parte de uma conversa sobre as impressões das pessoas face às alterações climáticas, problemáticas locais e as próprias narrativas.

Uma das entrevistas realizadas para o projeto de video mapping. Foto: Fôlego

“Nestas conversas, há espaço para a poetização, a ficção e a reflexão sobre como podemos ser agentes de mudança. Esta troca será mais tarde base dramatúrgica para o espetáculo de Video Mapping em movimento que vai percorrer as sedes de concelho dos municípios” em que decorre, no caso Mação, Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã e Vila de Rei, convidando a comunidade a acompanhar esta “romaria de luz” com projeção de vídeos de edifício em edifício.

É feito convite à população para acompanhar o desfile de um carro a pedais, que terá som e luz por via de energia solar sem qualquer tipo de combustão

“As alterações climáticas e as encíclicas do papa são o contexto temático para sensibilizar a população num evento de luz noturno e inédito”, refere a autarquia em nota enviada à imprensa, acrescentando que “as entrevistas feitas a elementos da comunidade são intercaladas com momentos de performance e teatro”.

No final haverá lugar a festa coletiva, a assinalar a atividade, com envolvimento da comunidade.

Este momento conta com direção artística do dramaturgo urbano Nuno Paulino, da companhia ARTELIER / Teatro Nacional de Rua, uma estrutura que conduz processos de arte em paisagem e espaço público, com e para as comunidades.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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