As freguesias de Carvoeiro e Envendos, no concelho de Mação, continuam, quase dois meses após os incêndios, sem as telecomunicações repostas.
Em declarações ao mediotejo.net o presidente da Junta de Freguesia de Carvoeiro, Nuno Bragança, deu conta da “fraca cobertura de rede móvel” e da ausência total de rede fixa em várias povoações da freguesia. São elas: Frei João, Balanço, Maxieira, Sanguinheira, Capela, Pracana Cimeira, Pracana Fundeira, Pereiro, Feteira, Galega, Rouqueira, Quebrada, Vale de São Tiago, Eira, Vale de Pedro Aires, Vale da Casa Cimeira e Degolados.
A informação oficial é da semana passada “mas ainda hoje falei com pessoas” residentes nesses locais da freguesia de Carvoeiro e “está tudo na mesma” a população continua sem telefone fixo embora já tenha sido reposto o serviço de televisão por “fibra”, garantiu Nuno Bragança, esta terça-feira, ao mediotejo.net.
Esta quarta-feira, 20 de setembro, foi a data avançada pela Portugal Telecom para a “renovação total da rede de comunicações”.
Na freguesia de Envendos as situações mais problemáticas são Carrascal e Zimbreira, que também continuam sem telefone de rede fixa. Serviços de televisão “por fibra já há” bem como Internet e rede de telefone móvel que “é bastante deficitária, principalmente da operadora MEO” assegura o presidente da Junta de Freguesia de Envendos, Joaquim Silva.
Durante os incêndios de julho e agosto “pedi à MEO para reforçar a rede mas não atenderam ao meu pedido. Continua tudo na mesma”, afirma o autarca.
Toda a freguesia de Envendos esteve sem qualquer tipo de comunicação – fibra, Internet ou rede fixa – “ de 24 de julho a 12 de agosto e depois de 16 de agosto até dia 22”, acrescentou Joaquim Silva.
“E ainda por cima continuam a cobrar as facturas” como se os utilizadores pudessem usufruir dos serviços, diz. Segundo o presidente da Junta a factura tem sido “um pouco reduzida quando há reclamação” do cliente. “Se não reclamar paga como se tudo estivesse a funcionar”.
As operadoras de telecomunicações andam há semanas no terreno, no entanto os trabalhos de reparação parecem infindáveis.”De vez em quando ficamos horas sem televisão ou Internet porque estão a fazer a ligação”. Mas isso nem é o pior, considera. Num local onde há pouca rede móvel e a população é maioritariamente idosa e isolada, sem rede fixa “o isolamento é ainda maior”, explica Joaquim Silva.
E enquanto os dias passam, são exigidas explicações à PT que não se alonga nas justificações referindo unicamente que “é para breve. Os trabalhos estão em curso”.
O mediotejo.net solicitou por e-mail esclarecimentos à Portugal Telecom no sentido de apurar quais as razões da demora na reposição das telecomunicações nestas zonas afetadas pelos incêndios mas até ao momento não obteve qualquer resposta.
