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Após a quebra entre 2019 e 2020, passando dos 65 para 45 ninhos de vespa asiática detetados e destruídos no concelho, eis que o balanço em 2021 revela uma “situação altamente preocupante”, alertou António Louro, vice-presidente da Câmara de Mação, em reunião de executivo. O vereador, responsável pelo Serviço Municipal de Proteção Civil, lembrou que a estratégia de atuação se tem mantido, com reforço de colocação de armadilhas, porém, esta espécie invasora parece ter vindo para ficar e causar estragos. A autarquia crê que deve existir cooperação no combate à vespa velutina considerando que a sociedade e os apicultores devem assumir papel ativo nesta luta que, aliás, não tem fim à vista.

António Louro (PSD), vice-presidente da autarquia e vereador responsável pelo Serviço Municipal de Proteção Civil, afirmou que os procedimentos têm-se mantido, e que foram colocadas cerca de 450 armadilhas à volta dos ninhos detetados no ano anterior, mas tal não foi suficiente para debelar o crescimento da praga para este ano. “Infelizmente, este ano, já vamos com 230 ninhos destruídos. Ou seja, temos um crescimento do ano passado para este ano de 5 vezes”, apontou, indicando que, se a autarquia mantiver o esforço na colocação de armadilhas à volta dos ninhos detetados, poderá o próximo ano ter de se colocar mais de 2300 armadilhas face aos 230 ninhos.

“Começa a tornar-se impossível (…) este é um trabalho que pela sua dimensão, pela área territorial, tem que ser um trabalho da sociedade, em que os diferentes proprietários também têm de fazer um esforço maior”, afirma António Louro.

Esta que é uma “situação altamente preocupante”, diz o vereador, não parece ter outra solução ou atuação que revele ser mais eficaz. “Temos procurado dar o nosso contributo, não parecendo que seja possível estender muito mais, a não ser que haja também um movimento diferente no resto da sociedade”, adianta, frisando que “os meios efetivos de combate que estão disponíveis neste momento são muito reduzidos”.

O procedimento mantido passa pela destruição dos ninhos logo que sejam detetados, e pela aplicação de armadilhas, sendo que aqui não consenso. “Uma coisa é o senso comum e o senso dos apicultores, outra coisa é o que as entidades oficiais recomendam e que consideram aconselhável. Nós temos que manter aqui uma posição de respeito pelas duas correntes, disse, reconhecendo não saber que tipo de ação poderia ser levada a cabo para inverter esta situação”, nota.

A autarquia continua apelar à colaboração da comunidade e dos apicultores para tentar travar a proliferação desta espécie invasora. Fonte: CM Mação

António Louro lembra que em 2018 foram detetados 15 ninhos, em 2019 aumentou para 65 e em 2020 contabilizaram-se 45. “Desde 2018, assim que era detetado um ninho, ele era destruído. Na fase a seguir, na primavera seguinte, tanto na área envolvente onde esse ninho foi encontrado, são postas 10, 12, 15 armadilhas que colocamos e monitorizamos. Temos inclusive o número de vespas controladas em cada ninho, e são centenas delas que aparecem e depois são destruídas pelas armadilhas colocadas”, indica.

O tema surgiu em reunião de Câmara após intervenção do vereador Nuno Barreta (PS), a questionar o que tem sido feito nos últimos tempos no combate à proliferação da vespa asiática/velutina no concelho, e revelando preocupação com a ascensão desta espécie invasora no território, onde a apicultura sempre tem sido uma atividade com relevância.

“Há apicultores que já perderam percentagens significativas dos seus efetivos. Caminhamos pelo meio da vila ou de qualquer outra aldeia, e encontramos vespas asiáticas em todo o lado, basta haver um arbusto com flores”, alerta o vereador.

“Além do que é feito a nível nacional, não sei se será o momento e a altura de discutir se está a ser bem ou mal feito, se podemos ser um bocadinho mais proativos nesta questão, porque arriscamos igual a outros concelhos. Isto veio para ficar, mas muitos apicultores poderão vir a abandonar a atividade, porque desmoralizam. E se pudermos ajudar e ser mais proativos… fica aqui a minha deixa”, diz.

Em abril deste ano o Município já havia feito um balanço do combate à proliferação desta praga que é a vespa asiática, tendo apelado à contribuição da comunidade.

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Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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