O Serviço Municipal de Proteção Civil da Câmara Municipal de Mação iniciou a colocação de armadilhas de combate à proliferação da vespa velutina/asiática no concelho, conforme indicação do vice-presidente da autarquia, António Louro. O vereador sublinhou ainda a necessidade de a população se manter atenta e colaborar na deteção e comunicação sobre a presença das vespas asiáticas e ninhos às autoridades.
António Louro referiu, durante a última reunião pública de fevereiro, que o Serviço de Proteção Civil “deu início à colocação de armadilhas por todo o território do concelho”.
O vereador quis deixar um alerta a toda a população para que se mantenha atenta, uma vez que está a chegar “o período mais ativo” para a espécie. Em 2019 foram detetados “cerca de 77 ninhos” e por isso “serão colocadas armadilhas na envolvente” dos mesmos.
Para já, são cerca de 400 as armadilhas (imagem em baixo), que estão devidamente identificadas com um rótulo e que estão a ser colocadas essencialmente nos locais envolventes aos identificados no ano passado e onde se encontraram ninhos de vespa asiática.
“Numa altura em que a vespa começa a sair da dormência, o objetivo desta ação conjunta da Câmara Municipal de Mação e da Melbandos – Cooperativa de Apicultores do Concelho de Mação passa por prevenir e combater o desenvolvimento de ninhos, acautelando a saúde pública e capturando o máximo de vespas asiáticas, por forma a evitar a criação de novas colónias”, afirma a autarquia em comunicado
Recorde-se que, neste âmbito, Mação viu aprovada a candidatura para “Apoio para a destruição dos ninhos de Vespa velutina – 2019” através do Fundo Florestal Permanente.
O apoio financeiro para a destruição dos ninhos de vespa velutina insere-se no eixo de intervenção “Funções ecológicas, sociais e culturais da floresta”, do Regulamento do Fundo Florestal Permanente, aprovado pela Portaria n.º 77/2015, de 16 de março.
O apoio é concedido sob a forma de subsídio, tendo por base os valores de 25 euros por ninho primário e 100 euros por ninho definitivo.
Para efeitos de pagamento serão contabilizados apenas os ninhos (primários e definitivos) registados na plataforma SOSVespa, com a respetiva fotografia, indicação das coordenadas geográficas, validação pelo município e registo da sua destruição.
O valor máximo por candidatura é de 10 mil euros, sendo que o aviso de candidatura tem uma dotação de 1 milhão de euros.

Este financiamento vem apoiar os municípios na tarefa de deteção e destruição dos ninhos e colónias de vespa velutina, grande predador de abelhas e de outros insetos que, ao colocar em risco os recursos apícolas, surge como uma ameaça ao cumprimento, pelos espaços florestais, da imprescindível função ecológica e, por consequência, agrícola e económica, que é a polinização das plantas.
Até ao final de 2019 foram detetados e destruídos cerca de 77 ninhos em todo o concelho de Mação. Em caso de avistamento de ninhos,a autarquia solicita que se contacte a Proteção Civil Municipal ou a Cooperativa Melbandos através dos seguintes contactos: 962143376 / 964053536 / 967058837.
O que fazer em caso de deteção ou suspeita de existência de ninho ou de exemplares de Vespa Asiática (Velutina):
– contactar a GNR, através da linha SOS Ambiente e Território (808 200 520). Neste caso o observador será informado do procedimento a seguir para a efetiva comunicação da suspeita;
– inserção/georreferenciação online do ninho ou dos exemplares de vespa e preenchimento online de um formulário com informação sobre os mesmos, disponível no portal www.sosvespa.pt, acessível a partir dos portais da Direção Geral de Veterinária e Alimentação, do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, das Direções Regionais de Agricultura e Pescas, do SEPNA/Guarda Nacional Republicana e das Câmaras Municipais respetivas;
– preenchimento de um formulário e envio para a Câmara Municipal da área onde ocorreu a observação;
-preenchimento de um formulário via Smartphone disponível no portal www.sosvespa.pt;
– poderá também solicitar a colaboração da junta de freguesia mais próxima do local de deteção/suspeita para o preenchimento do formulário.
Deverá, sempre que possível, ser anexada fotografia da vespa ou do ninho, para possibilitar a sua correta e célere identificação. Qualquer informação, comunicada através dos meios atrás referidos, será encaminhada para a Câmara Municipal correspondente ao local de deteção/suspeita, que dará o devido seguimento ao processo.
fonte: GNR
