Foto: DR

O Movimento Pelo Interior (MPI), criado no final do ano passado com o objetivo de apresentar um conjunto de medidas para corrigir os desequilíbrios estruturais do país, levando pessoas, empresas e algumas estruturas da administração pública para o interior, e comprometendo-se a extinguir-se após a sua missão, tem agendada uma das suas próximas conferências para dia 6 de abril, pelas 14h00, no Centro Cultural Elvino Pereira, em Mação. Depois, as cidades de Portalegre e Beja também estão na agenda, seguindo-se Lisboa.

Entretanto, a segunda conferência do MPI decorreu na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, a 13 de março, onde um dos proponentes, Álvaro Amaro, autarca da Guarda, adiantou que o movimento começou com sete pessoas e espera que termine com sete milhões.

Os três eixos definidos pelo MPI são a fiscalidade, o papel do Estado no território e a política educativa, sendo que ainda vão ser realizadas, durante o mês de abril, conferências em Mação, Portalegre e Beja e posteriormente uma conferência em Lisboa.

Logo do MPI

“Esta não é uma causa do Interior. É uma causa nacional. Há muitos anos que se debate e se debita sobre o interior, mas devemos andar a debitar mal ou a propor mal, ou então, temos feito bem e não tem havido a coragem política”, frisou, naquela sessão, adiantando que se o país está no estado em que está, “todos têm culpa”.

As medidas que advierem desta intervenção do MPI serão apresentadas, no final de maio, ao Presidente da República, primeiro-ministro, presidente da Assembleia da República e a todos os líderes partidários.

“Sabemos que vai haver medidas que vamos propor que não têm cabimento no Portugal 2030. Queremos apresentar no final de maio, para que no Orçamento do Estado (OE) para 2019 haja coragem política para que este possa dar sinais muito claros de que já contemplará uma parte das medidas que não encontrarão financiamento no 2030”, explicou o autarca da Guarda durante esta intervenção.

O Movimento Pelo Interior já havia iniciado uma apresentação, no dia 23 de fevereiro, aos parceiros sociais de um esboço de “medidas radicais” que pretendem corrigir o desequilíbrio do país, levando pessoas, empresas e algumas estruturas da administração pública para o interior.

De acordo com Silva Peneda, outro dos proponentes do MPI, a ideia do grupo assenta em três eixos: “Um primeiro com a política fiscal, com o objetivo claro de aumentar a atividade económica no interior e o emprego, o outro eixo tem a ver com o sistema educativo, cujo objetivo tem a ver com a criação de mais lugares e mais alunos nas instituições do ensino superior do interior, e o terceiro tem a ver com a organização do Estado”, enumerou.

Entre as propostas estão previstos benefícios fiscais que levem à deslocalização de empresas e de pessoas para o interior. As medidas e a quantificação de quanto custarão serão apresentadas numa conferência em maio ou junho, cabendo aos poderes políticos decidir.

Câmara de Mação aprovou Moção de Apoio ao MPI

Foto: mediotejo.net

No ponto 10 da ordem de trabalhos da reunião pública de executivo camarário de dia 28 de fevereiro, foi votada por unanimidade a Moção de apoio ao “Movimento Pelo Interior – em nome da coesão”.

Na altura, Vasco Estrela havia referido já que este é um movimento “de valor” e que “está a fazer um trabalho muito interessante, a conjugar e a agregar um conjunto de personalidades relevantes da vida portuguesa”, motivos pelos quais o autarca justificou a pronta adesão da Câmara Municipal de Mação ao MPI.

Tendo sido aprovada a moção de apoio ao MPI, a autarquia faz chegar a sua decisão, propondo a sua aprovação igualmente em sede de Assembleia Municipal, a decorrer igualmente no mês de abril.

Recorde-se ainda que, além de Silva Peneda e de Álvaro Amaro, são proponentes deste Movimento Pelo Interior o presidente da Câmara de Vila Real e presidente dos autarcas socialistas, Rui Santos, o presidente do Conselho de Reitores, António Fontaínhas Fernandes, o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos, Nuno Mangas, o presidente do Grupo Visabeira, Fernando Nunes, e o fundador do Grupo Delta, Rui Nabeiro.

As propostas na área fiscal estão a ser trabalhadas pelo antigo ministro das Finanças Miguel Cadilhe, as propostas de deslocalização do Estado para o interior do território pelo ex-ministro Jorge Coelho e as da educação pelo ex-secretário de Estado da Educação Pedro Lourtie.

c/ Lusa

Joana Rita Santos

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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1 Comentário

  1. O Interior De Portugal Continua a Morrer e a Arder …Desde do Norte ao Sul

    Por causa duma politica de praia, implantada em Portugal pelo “P.S.D, C.D.S, P.S”
    Levar tudo para a Beira Mar, LITORAL???

    Nos últimos 40 anos… Eles o “P.S – C.D.S e P.S.D”
    – Levaram todas as autoestradas, industrias.
    – Levaram todos os melhores postos de trabalho, hospitais, escolas, tribunais…
    – Agora até levaram os dinheiros dos donativos que eram para ajudar a reconstruir o que ardeu no interior e deviam servir para lutar contra os futuros Fogos foi tudo enviado para fundações distantes da zona centro; tudo para o Litoral.
    – (Até mesmo os pequenos balcões da Nossa Caixa Geral De Depósitos (Cgd) eles vão levando pouco a pouco, para o Litoral)???

    Portugal de hoje, presentemente é o País mais centralista da Europa!

    Mais de 70% do dinheiro QREN vindo da C.E.E para desenvolver o interior de Portugal, Norte, Centro e Sul, nunca chegou ou chegará a sair de LISBOA.

    Lisboa come tudo, com o seu punhado de políticos corruptos, suas expos, suas fudações, seus museus, suas galerias de arte…e até exposições de fotos de CUS ( tudo pago com os nossos impostos).

    Lisboa come mais de 70% do produto Nacional bruto.

    Enquanto o interior de Portugal continua a morrer do NORTE ao SUL…Eles P.S.D – C.D.S e P.S somente se mostram interessados no interior, durante as eleições, para cá vir buscar os nossos votos e as nossas matérias primas.

    BASTA….ISTO QUALQUER DIA VAI TER DE PARAR!
    ACORDEM…GENTE DA LINDA ZONA CENTRO…
    O PODER ESTÁ COM O POVO DE PORTUGAL???
    A CURA COMEÇA SEMPRE PELO INTERIOR!

    Em Portugal dá-nos razão de pensar que todos os Partidos Politicos estão controlados por uma Seita Secreta.
    Que faz desses Partidos todos, um só Partido…O Partido da Seita???
    Tirado da Zona Centro…

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