Mação leva livros às piscinas e praias fluviais para promover a leitura no verão. Foto arquivo: CMM

Depois de lançar nas escolas o projeto “Livro Vai e Vem”, que incentiva as crianças a levarem livros para casa e a partilharem momentos de leitura em família, o município de Mação quer agora fazer chegar os livros aos espaços mais procurados durante o verão. O novo projeto “Livro à Mão” vai instalar pequenas bibliotecas livres nas piscinas municipais e nas praias fluviais do concelho.

A iniciativa consiste na reutilização de frigoríficos transformados em pontos de leitura, onde qualquer pessoa poderá levar um livro, devolver outro, trocar exemplares ou simplesmente escolher uma obra para ler durante um dia de praia ou piscina.

Segundo explicou a vereadora da Cultura e da Educação, Vanda Serra, a ideia nasce da estratégia municipal de promoção da literacia iniciada junto das crianças do pré-escolar e do 1.º ciclo.

“Há uma coisa muito importante que é promover a literacia. A leitura está cada vez mais esquecida, os livros estão cada vez mais postos de parte”, afirmou.

Mação leva livros às piscinas e praias fluviais para promover a leitura no verão. Foto: CMM

A autarca recorda que o município criou recentemente uma nova biblioteca na Escola EB1/JI de Mação e lançou o projeto “Livro Vai e Vem”, através do qual, todas as sextas-feiras, as crianças levam para casa um livro num saco personalizado para ser lido em família durante o fim de semana.

“No jardim de infância são os pais que leem as histórias; no primeiro ciclo já são muitas vezes as próprias crianças. Depois, na segunda-feira, trabalham a leitura em sala de aula”, explicou.

A nova biblioteca na Escola EB1/JI de Mação. Foto: CMM

Segundo Vanda Serra, muitos dos livros selecionados abordam a gestão das emoções, numa lógica de desenvolvimento pessoal desde a infância.

O novo “Livro à Mão” representa a continuação desse trabalho, agora dirigido à população em geral.

“Iniciámos hoje a colocação de frigoríficos com livros, em que a pessoa tem o livro à mão e pode abrir, levar, devolver, não devolver ou trazer outros livros. Os livros estão à mão, é mesmo o Livro à Mão”, explicou.

Os primeiros equipamentos começam a funcionar nas piscinas municipais descobertas, que abriram no dia 27 de junho ao público, e serão depois alargados às praias fluviais e restantes zonas balneares do concelho.

O objetivo passa por tornar a leitura mais acessível e espontânea, aproveitando os locais onde milhares de pessoas passam os dias de verão.

“É promover a literacia, porque cada vez mais os livros estão esquecidos e estão na prateleira a ganhar pó. É isso que nós não queremos.”

A iniciativa integra a programação de verão preparada pelo município de Mação, que combina natureza, lazer, desporto e cultura.

As piscinas municipais descobertas de Mação abriram ao público no sábado, 27 de junho, funcionando de terça-feira a domingo entre as 10h00 e as 20h00 e, à segunda-feira, das 14h30 às 20h00.

Já a época balnear arrancou no passado dia 13 de junho e prolonga-se até 13 de setembro.

Entre os principais destinos destaca-se a Praia Fluvial do Carvoeiro, que celebrou este ano duas décadas consecutivas de Bandeira Azul, mantendo igualmente a distinção de Praia Acessível. Bastante afetada pela tempestade Kristin, a praia foi entretanto requalificada e apresenta vários melhoramentos, incluindo um novo pórtico de entrada e espaços ajardinados.

O concelho dispõe ainda da Praia Fluvial de Cardigos, distinguida com Qualidade de Ouro, da zona balnear da Ortiga, junto ao rio Tejo e equipada com bar e atividades náuticas, bem como das Piscinas de Envendos, geridas pela Junta de Freguesia.

A estas estruturas juntam-se dezenas de pegos, cascatas e espelhos de água dispersos pelo território, que fazem da água um dos principais atrativos do verão em Mação.

Com o “Livro à Mão”, o município pretende acrescentar mais um ingrediente à oferta estival: fazer com que, entre um mergulho e outro, haja sempre espaço para abrir um livro.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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