Mação. Vista do Cabeço da Cruz. Foto: Rotas de Mação

A companhia de Teatro O Bando vai apresentar na sexta-feira os “Migrantes Climáticos” no Largo dos Combatentes, em Mação, entre as 16h00 e as 20h00. Esta iniciativa surge no âmbito do projeto “Um Pouco Mais à Frente” do programa Fôlego. A iniciativa resulta de um trabalho feito com os habitantes dos municípios de Mação, Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã e Vila de Rei, que integram este programa de intervenção artística.

“Migrantes Climáticos”, do projeto ‘Um Pouco Mais à Frente’, trata-se de uma compilação de histórias de migração e viagem, protagonizadas por pessoas de diferentes origens e proveniências que hoje habitam estes lugares e cujos testemunhos foram gravados pela equipa artística numa série de passagens pelo território, explica a organização em nota de imprensa.

Das entrevistas resultou um documento áudio que foi editado com o elenco e será posto em cena nos cinco municípios, relacionando o som da história real, pela voz de quem a conta, com a personagem ficcional do espetáculo “Antes do Mar” (Teatro O Bando, 2020) e as palavras de Hélia Correia, do romance “Um Bailarino na Batalha”.

Por outro lado, durante uma manhã ou tarde, cinco personagens ocuparão os centros de cada vila com cinco monólogos com histórias contadas ao ouvido.

“Um Pouco Mais à Frente” é um projeto da companhia Teatro O Bando, “na relação com as comunidades migrantes que pressupõe um trabalho de proximidade que permita conhecer, compreender e escutar diversas histórias de vida”, indica a organização.

Esta é uma ideia orginal de Miguel Jesus, com texto de Hélia Correia, contando com dramaturgia sonora e encenação de João Neca. A recolha de entrevistas e montagem foi feita por João Neca e Miguel Mares; a cenografia é de Rui Francisco e os figurinos e adereços de Clara Bento.

João Neca, Nicolas Brites, Nylon Princeso, Paula Só e Raul Atalaia vão estar em diálogo com as entrevistas a Andrew Winter, António Correia, Carlos de Sousa, Eduardo Patrício, Egidinha de Oliveira, Eloise Winter, Elsa Marçal, Jabulani Maseko, Joaquim Diogo, Maria José Eira, Miguel Manso, Moussa Dembelé, Pedro Dias, Rui Casimiro e Yola Vale.

Trata-se de uma criação do Teatro O Bando, uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura/Direção-Geral das Artes, apoiada pelo Município de Palmela; e parceira dos projetos Connect Up e Play On, ambos financiados pelo programa Europa Criativa da União Europeia, no âmbito do Festival Todos (2020) e recriado para o projeto Fôlego.

As próximas apresentações serão em Proença-a-Nova, a 17 de junho, das 16h00 às 20h00; na Sertã, dia 18 de junho das 9h00 às 13h00; em Oleiros, a 24 de junho, das 16h00 às 20h00; e em Vila de Rei, dia 25 junho entre as 9h00 e as 13h00.

O Fôlego – programa de intervenção artística movido pelo combate às alterações climáticas em Mação, Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei – arranca no Centro de Portugal.

O nome Fôlego surge da associação do território ao fogo – mas também ao ar, necessário à combustão e à vida – e o programa convida à imersão no património natural por via das artes, apelando à mobilização local, nacional e internacional pela mitigação da crise climática. O Fôlego atua no território desde 2021 e até ao verão deste ano 2023.

O Fôlego alia as artes, a ciência e o ambiente, trabalhando a problemática do clima em várias frentes – não apenas numa abordagem conceptual e artística, mas também pela sensibilização e envolvimento da comunidade em ações concretas no sentido da mitigação e adaptação aos efeitos da crise climática.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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