Mação é concelho de festas e romarias, e que faz por manter acesa a tradição. Em mais um ano, na quinta-feira de Ascensão, a comunidade rumou a Chão de Burro, em Aboboreira, para a tradicional missa campal, cumprindo com a Festa da Espiga, onde todos puderam benzer os ramos que irão perdurar atrás da porta até ao ano seguinte. Dezenas e dezenas de convivas juntaram-se ainda ao piquenique, com comes e bebes, e com direito a animação musical da Funfarra da Sociedade Filarmónica União Maçaense.
O Dia da Espiga e da Ascensão voltou a cumprir-se com as gentes das aldeias envolventes, desde Aboboreira, Serra, Penhascoso, Queixoperra, e outras, a reunirem-se no campo que fica ali na recta que liga Penhascoso a Aboboreira, onde está o pequeno santuário.
A romagem neste dia era sempre esta, de farnel aviado, as comunidades faziam o caminho até àquele local onde decorreria a missa e a procissão, para depois ali permanecer em convívio, estendendo as toalhas e servindo as iguarias típicas num piquenique comunitário de aromas e sabores e, acima de tudo, de alegria e boa disposição após o ato de fé e religiosidade.
A União de Freguesias preparou o terreno para acolher os participantes, cortando o mato e aplanando o terreno para que todos pudessem sentar-se debaixo do espaço, tendo sido colocada uma sombra.

O padre Amândio Mateus presidiu à missa campal, e a equipa do projeto Mação Mais Social CLDS 4G tinha preparada uma bancada que permitiu a todos, utilizando as verduras e plantas certas, fazerem o seu ramo do Dia da Espiga. A videira, o alecrim, a espiga, a oliveira, as papoilas e os malmequeres, e o que mais quisessem acrescentar aos elementos primordiais.
Num convívio entre famílias, vizinhos e amigos, e de ramos benzidos, diz o presidente de Junta, José Fernando Martins, que esta deve ter sido das festas mais participadas dos últimos 20 anos, cumprindo a tradição.

Ficou já lançado o mote, para que o ramo que perdurará até à próxima Ascensão, seja depois substituído pelo novo ramo que será benzido em 2023, em mais uma romagem ao Chão de Burro, porque esta é uma tradição que veio para ficar. Assim o fazem crer os mais antigos, que já tentam passar o testemunho aos netos e bisnetos.
Fosse o dia feriado, e a enchente seria com certeza maior e seria mote para romaria e regresso de muitos filhos de Mação para cumprir com o dia da Ascensão.
















