Quando cheguei ouvia-se Ana Moura numa pequena coluna que estava junto a um smartphone numa das mesas corridas preparadas para a logística do fim de semana.
Porco no espeto, cerveja, vinho, pão água e muita vontade de tornar aquele dia especial.
Mas a pandemia levou a que a festa que se tinha preparado se fizesse apenas entre amigos chegados, o que a tornou ainda mais especial. Santinho Mendes ia ser homenageado pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, pelos seus 50 anos de participações em provas automobilísticas com os resultados conhecidos durante a hora do almoço.
Os treinos iniciaram-se às 14 horas e o Vitor Mendes (um dos seus filhos), com a sua experiente equipa tinham o carro preparado para que Santinho Mendes também se estreasse na modalidade de Rallycross com o carro do seu neto que, por estar em exames fora do país, lho tinha emprestado, para esta nova experiência.
Santinho Mendes saiu para os treinos e duas voltas depois regressa: o carro estava com problemas na caixa de velocidades.
A equipa de apoio começou logo a tentar resolver o problema, mas devido à complexidade da avaria, Vitor decidiu que não havia tempo e que a caixa de velocidades tinha de ser trocada imediatamente, a tempo de voltar à pista. A tarde não começava da melhor maneira, mas ninguém baixou os braços e a operação começou imediatamente.
O calor foi o pior inimigo e, cerca de 4 horas depois, entre os barulhos dos motores dos carros que iam circulando na pista ali ao lado e a vontade de voltar para a pista, Santinho Mendes voltou a colocar o capacete.
Sem treinos e sem participação em séries anteriores, conseguiu ainda ficar no meio dos concorrentes, num seguro segundo lugar, nesta série.
