Anta da Foz do Rio Frio, em Mação. Foto arquivo: Cátia Murta/CMM

“Vilas Mutantes: Agora e outrora” – espetáculo a partir das memórias, costumes, saberes e inquietações da comunidade de Mação – apresenta-se ao público no domingo, dia 9 de outubro, com duas sessões, uma às 16h00 e outra às 18h00, com ponto de encontro no Instituto Terra e Memória, em Mação.

A iniciativa resulta de um trabalho da coreógrafa Alice Duarte e do músico Alexandre Moniz com a comunidade local, preparado ao longo de todo o mês de setembro.

Alice Duarte, bailarina e coreógrafa, desenvolveu junto da comunidade local um trabalho que mergulha nas suas memórias, costumes, saberes de caráter pessoal, social e cultural. O espetáculo será o fruto de um trabalho assente em metodologias de arte participativa que aliam ferramentas artísticas da dança e da música.

 Na dimensão musical, o músico Alexandre Moniz, com raízes na freguesia de Envendos (Mação), utilizou a sua ligação à terra e a experiência com múltiplos instrumentos musicais para estimular a participação através da música como linguagem universal.

 A iniciativa faz parte do programa FÔLEGO – programa de intervenção artística movido pelo combate às alterações climáticas em Mação, Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei.

 “Vilas Mutantes: Agora e outrora” contou com a colaboração da Câmara municipal de Mação para além dos parceiros oficiais do FÔLEGO.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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