Mação acolheu esta quinta-feira, dia 7 de março, uma reunião da UNESCO com 18 diretores de grandes programas internacionais de Humanidades. Foto: CM Mação

Mação acolheu esta quinta-feira, dia 7 de março, uma reunião da UNESCO com 18 diretores de grandes programas internacionais de Humanidades, provenientes de quatro continentes, com o objetivo de preparar um novo programa mundial e para falar sobre a nova Cátedra da UNESCO de Humanidades e Gestão do Território atribuída ao IPT.

Presente no evento, o embaixador de Portugal na UNESCO, António Sampaio da Nóvoa, citado em nota de imprensa da autarquia maçaense, sublinhou que Portugal tem, neste momento, uma grande responsabilidade que é a vice-presidência do Conselho Executivo da UNESCO. Sampaio da Nóvoa explicou que Portugal vai apresentar duas grandes iniciativas em abril no Conselho geral que se prendem exatamente com a construção de um novo grande relatório sobre o futuro da Educação, sendo que já foram feitos dois, um em 1972 por Edgar Taure e outro em 1996, por Jacques Delors.

Portugal aguarda também a aprovação de um projeto sobre Open Science, de articulação entre a ciência e as questões sociais. Sampaio da Nóvoa referiu que a diretora geral da UNESCO lhe comunicou recentemente que quer assumir estes projetos.

Sobre a própria UNESCO, Sampaio da Nóvoa assumiu que a UNESCO “tem que perceber o que pode e não pode fazer, há um papel que é das Universidades e ao qual a UNESCO não se pode sobrepor, a sua função é mais normativa, é a de colocar certas questões de impacto na agenda”, dar prioridade e assumir certas áreas.

Embaixador de Portugal na UNESCO integrou Seminário sobre Humanidades. Foto: CM Mação

Numa última questão sobre a reunião que decorreu em Mação, o Embaixador mostrou-se surpreendido e muito agrado dizendo que se conseguiu gerar “um fórum de ideias muito interessante pois na UNESCO e nas Universidades as reuniões são de carácter mais formal e fazem falta estes espaços de troca de ideias, pelo que Mação está realmente de parabéns”.

Não foi uma sessão aberta e não terá conclusões públicas de imediato mas, como referiu Luiz Oosterbook, coordenador da iniciativa, citado na mesma nota, “a UNESCO decidiu criar vários programas, a partir deste ano, especificamente para o contributo das Humanidades na sociedade”.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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