Chave Dourada, o vinho da fórmula secreta do concelho de Mação. Foto arquivo: mediotejo.net

A Confraria do Vinho da Chave Dourada de Mação promove este sábado uma visita guiada a vários pontos de interesse cultural e turístico do concelho de Mação, com chekpoints em tasquinhas de aldeias típicas para degustação de especialidades gastronómicas e a prova, claro está, do raro e afamado néctar ‘Chave Dourada’ produzido unicamente em Mação, anunciou a Confraria.

Durante o périplo, que principia às 9:30 e termina ao final do dia, os convivas visitarão locais com história e gentes de muitos saberes, num convívio onde não faltará uma queimada celta no Rosmaninhal, conhecida em Mação por ‘champurreão’. As ligações celtas são por demais conhecidas neste concelho, tendo Mac o significado de ‘filho de…’ sendo Aon a deusa celta das águas correntes das montanhas. Mação terá derivado de Macaon.

A volta ao concelho terminará com um repasto de lampreia à moda de Mação, com início marcado para as 16:00 e sem hora para terminar, e onde não faltará uma prova do néctar Vinho da Chave Dourada da Adega Alves Cardoso. O circuito pelo concelho será efetuado em autocarro, começa em Mação, e desenrola-se pelo centro do concelho, incluindo povoações como Casas da Ribeira, Santos, Caratão, Vale da Mua, Envendos, Cabo, Aldeia de Eiras e Rosmaninhal.

Além do vinho Chave Dourada, o arroz de lampreia à moda de Mação é parte integrante do ‘tasca tour’ 2019. Foto: DR

O vinho “Chave Dourada”, vinho licoroso secularmente produzido em Mação esteve em vias de extinção desde as invasões francesas, tendo ganho recentemente uma nova visibilidade e dinâmica através da vontade de produtores locais, da autarquia e da própria Confraria do Vinho da Chave Dourada.

Foto arquivo: mediotejo.net

Preservado e produzido hoje em dia por um reduzido número de produtores que limitam o seu consumo à família e a um círculo restrito de amigos, sem círculo comercial, a sua “fórmula secreta” de fabrico tem passado de geração em geração por algumas famílias de Mação que insistem em não deixar morrer esta tradição.

As inscrições, limitadas a 25 participantes, estão esgotadas.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

Leave a Reply