A Confraria do Vinho da Chave Dourada de Mação promove este sábado uma visita guiada a vários pontos de interesse cultural e turístico do concelho de Mação, com chekpoints em tasquinhas de aldeias típicas para degustação de especialidades gastronómicas e a prova, claro está, do raro e afamado néctar ‘Chave Dourada’ produzido unicamente em Mação, anunciou a Confraria.
Durante o périplo, que principia às 9:30 e termina ao final do dia, os convivas visitarão locais com história e gentes de muitos saberes, num convívio onde não faltará uma queimada celta no Rosmaninhal, conhecida em Mação por ‘champurreão’. As ligações celtas são por demais conhecidas neste concelho, tendo Mac o significado de ‘filho de…’ sendo Aon a deusa celta das águas correntes das montanhas. Mação terá derivado de Macaon.
A volta ao concelho terminará com um repasto de lampreia à moda de Mação, com início marcado para as 16:00 e sem hora para terminar, e onde não faltará uma prova do néctar Vinho da Chave Dourada da Adega Alves Cardoso. O circuito pelo concelho será efetuado em autocarro, começa em Mação, e desenrola-se pelo centro do concelho, incluindo povoações como Casas da Ribeira, Santos, Caratão, Vale da Mua, Envendos, Cabo, Aldeia de Eiras e Rosmaninhal.

O vinho “Chave Dourada”, vinho licoroso secularmente produzido em Mação esteve em vias de extinção desde as invasões francesas, tendo ganho recentemente uma nova visibilidade e dinâmica através da vontade de produtores locais, da autarquia e da própria Confraria do Vinho da Chave Dourada.

Preservado e produzido hoje em dia por um reduzido número de produtores que limitam o seu consumo à família e a um círculo restrito de amigos, sem círculo comercial, a sua “fórmula secreta” de fabrico tem passado de geração em geração por algumas famílias de Mação que insistem em não deixar morrer esta tradição.
As inscrições, limitadas a 25 participantes, estão esgotadas.
