O tema surgiu na reunião de Câmara de dia 26, depois de manifestado interesse por parte de cidadã em poder adquirir uma antiga escola primária em Amêndoa. Vasco Estrela, presidente da CM Mação, referiu que existem outros casos sinalizados por este interesse, tendo o executivo deliberado que se avance para a avaliação dos imóveis e depois se proceda à abertura de hasta pública.
Unânime foi a posição perante a possibilidade de dar nova vida a estes imóveis, que se encontram inutilizados e a degradar-se, uma vez que não há demonstração de interesse na sua utilização e preservação pela comunidade local.
O presidente da Câmara referiu que se trata de “duas antigas escolas primárias na freguesia de Amêndoa, uma na União de Freguesias de Mação, Penhascoso e Aboboreira e outra na freguesia de Carvoeiro”, locais “onde se verifica forte interesse de pessoas para a aquisição dos imóveis”.
Assim, foi deliberado que se irá proceder “às respetivas avaliações para depois se avançar para a venda em hasta pública”.
Vasco Estrela referiu que esta é uma forma de Câmara Municipal “dar um sinal de abertura para alienar algumas escolas primárias que não estão a ter qualquer utilização”.
“Temos tido um entendimento de que só no limite faremos este tipo de alienações, ou seja, só se verificar que, localmente, não há nenhum interesse social ou nenhuma entidade que seja supra-individual e possa estar interessada nestes equipamentos”, começou por esclarecer.
“Em vez de os imóveis estarem a degradar-se ou de a Câmara ir fazer obras só por fazer, gastar dinheiro e não as colocar ao serviço da comunidade, as escolas podem assim ser aproveitadas por alguém que tenha interesse em reabilitá-las como primeira habitação ou casas de férias”, justificou.
Vasco Estrela deu conta de que se tem vindo a sentir interesse por parte de pessoas que querem fixar-se e/ou regressar a Mação, e até ter ali uma segunda habitação, caso da interessada numa das escolas primárias, que residia em Paris e tem raízes familiares no concelho.
