Carlos Saramago, pintor de Mação e do mundo. Foto: DR

O ciclo de iniciativas “À Conversa Com…” está de regresso em 2020, e a primeira sessão convida a conhecer a história de vida e a carreira artística de Carlos Saramago esta sexta-feira, dia 31 de janeiro, às 21h00, no Auditório do CC Elvino Pereira. A iniciativa é de entrada livre.

O desafio passa por conhecer o homem e o artista, numa conversa intimista entre conterrâneos, apreciadores, amigos e curiosos, onde não faltarão as referências do surrealismo que tanto o inspiram.

Carlos Saramago nasceu em Abrantes em 1972. Autodidata, começou a pintar desde muito cedo. Nos tempos de escola foi-lhe reconhecido o talento para as artes e, após as primeiras experiências com desenhos, Manuel Pina, professor, apoiou-o e incentivou-o para a pintura.

Há 31 anos, em 1989, Carlos Saramago começou a expor os seus trabalhos e, em 1990, deslocou-se para a Suíça e Itália onde permaneceu durante quase 3 anos.

Em Ascona tornou-se amigo do pintor Rotilio Giorgio, artista, decorador, professor e foi ali que conheceu também o artista e mestre Otto Bachmann. Com estas duas referências Carlos Saramago aprendeu as técnicas sobre pintar a óleos e acrílico. Em Ascona expôs na galeria AAA, com grandes nomes de arte internacionais.

Em 1993 volta a Portugal e começa a pintura de rua, como caricaturista em praias.

Durante mais de 25 anos, entre retratos e pintura, Carlos Saramago desenvolveu um estilo próprio, com tendência do surrealismo em todo o seu trabalho, recebendo elogios e reconhecimento com prémios e, recentemente, a edição do livro “Carlos Saramago…de Mação para o Mundo”.

A arte e obra de Carlos Saramago está representada em coleções particulares e públicas, desde fotografia, pintura, vídeo, desenhos ao vivo e instalações, dedica-se a um pouco de tudo, pois é costume dizer que sente “uma curiosidade de criar imensa que parece não ter fim”.

Após ter participado em dezenas de exposições pelo país e pelo mundo, vem agora falar na sua terra sobre a história única que é a sua vida.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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