João Pitacas, 2.º comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Médio Tejo, integra a Força Operacional Conjunta (FOCON) portuguesa que se encontra na Venezuela para apoiar as operações de busca e salvamento na sequência dos sismos que devastaram o país.
A força portuguesa chegou ao Aeroporto Internacional de Maiquetía Simón Bolívar em dois voos da Força Aérea Portuguesa. A missão portuguesa é composta por 64 operacionais da Unidade Especial de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), dos Sapadores Bombeiros de Lisboa e do INEM, além de cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária, incluindo equipamento de busca e salvamento, material médico, medicamentos, tendas, geradores e bens alimentares.
A base de operações da FOCON foi instalada no Centro Luso Venezuelano, em Catia la Mar, na região de La Guaira, uma das zonas mais afetadas pelos sismos e onde reside uma expressiva comunidade portuguesa e lusodescendente.
Além de João Pitacas, a missão integra também Nuno Ferro, outro operacional natural de Riachos, cuja participação foi assinalada pela Junta de Freguesia, que deixou uma mensagem de apoio aos dois elementos: “Força João e Nuno! Muita coragem.”

João Miguel de Oliveira Pitacas, nascido em 1983 e com percurso iniciado em 1997 nos Bombeiros Voluntários do Entroncamento, assume a função de 2.º Comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Médio Tejo desde janeiro de 2023.
Com formação em Engenharia Mecânica e Riscos e Proteção Civil, concilia a liderança operacional com a docência no Instituto Politécnico de Tomar e o planeamento estratégico de emergência. Com sólido percurso no CDOS de Santarém, o comandante foca-se atualmente na prevenção e coordenação de socorro na região do Médio Tejo.

Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros atualizou na segunda-feira o balanço relativo à comunidade portuguesa afetada pela catástrofe. O número de portugueses desaparecidos ou incontactáveis subiu para 89, enquanto as vítimas mortais portuguesas e lusodescendentes ascendem a 53, entre as quais oito crianças.

No plano geral, o mais recente balanço oficial aponta para pelo menos 1.450 mortos e mais de 3.150 feridos, enquanto a ONU estima que mais de 50 mil pessoas permaneçam desaparecidas na sequência dos dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 registados a 24 de junho.
