João Lopes, 54 anos, partiu hoje na sua motorizada Sachs V5 de Cabeça Gorda (Abrantes), rumo a Genebra (Suíça), uma viagem de mais de 2 mil km que visa homenagear o país que o acolheu, e aos seus pais, durante 40 anos. Com a bandeira nacional bem desfraldada, o objetivo da viagem, que é uma aventura, é também o de prestar homenagem a todos os portugueses que tiveram de emigrar.

A partida deu-se este sábado de manhã, junto ao recinto da associação cultural de Cabeça Gorda, em Carreira do Mato (Abrantes), com um pequeno-almoço oferecido pelos proprietários do restaurante Rio à Vista e que juntou amigos, autarcas e familiares de João Lopes, que partiu para a Suíça com os seus pais quanto tinha 11 anos, em busca de uma vida melhor, tendo regressado aos 51, ou seja, 40 anos depois.

João Lopes falou dos motivos desta aventura ao mediotejo.net, ao telefone, na hora da partida para uma viagem que deve durar 15 dias, de ida e volta, com paragens em Espanha, França e Suíça, sempre por estradas secundárias, perfazendo um total de cerca de 2 mil km.

João Lopes liga Abrantes e Suíça de motorizada para homenagear emigrantes. Foto: DR

ÁUDIO | JOÃO LOPES, EX-EMIGRANTE LIGA ABRANTES E SUÍÇA DE MOTORIZADA:

Hoje, já a residir em Portugal, João Lopes quis prestar homenagem aos seus pais, que partiram da Cabeça Gorda para um novo mundo em busca de melhores oportunidades e condições de vida, e decidiu encetar uma viagem de motorizada, no caso uma Sachs V5, uma das sete motorizadas que possui, para agradecer ao país que o acolheu e à sua família, mostrar a coragem, argúcia e engenho dos portugueses, e homenagear também, desta forma, todos aqueles que um dia tiveram de emigrar.

Um bandeira gigante de Portugal vai ser desfraldada por João Lopes à chegada a Genebra.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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