Sardoal vai ter este ano 18 elementos dos GIPS da GNR que vêm substituir os Canarinhos, da Força Especial de Bombeiros.

O município de Sardoal integra uma lista restrita dos 20 concelhos do país com elevada probabilidade de arderem em 2018, situação que levou o mediotejo.net a questionar o presidente da autarquia, Miguel Borges, também membro da mesa da Secção de Municípios com Bombeiros da Administração Local da Associação Nacional dos Municípios Portugueses, sobre o estado da floresta em Sardoal e dos trabalhos preventivos e de limpeza em curso.

Miguel Borges, presidente da CM Sardoal. Foto: mediotejo.net

“Não é novidade para nós integrar essa lista porque o Sardoal, se nos recordarmos todos os anos, e diariamente, é dos municípios que tem o nível mais elevado de risco de incêndio durante o período de verão. Novidade é o ranking onde se identificam os 20 municípios de maior risco, e o que deveremos fazer, perante mais uma referência que temos relativamente ao que todos devemos fazer” sobre esta matéria, comentou Miguel Borges, que analisou várias vertentes do trabalho de prevenção e de combate aos incêndios (ver video).

O autarca de Sardoal, com uma área global de 91 km2 e cerca de 4 mil habitantes, disse que a estrutura de Proteção Civil está “assente em pés de barro” mas deu conta de “sinais de que as coisas estão a mudar”, tendo destacado a “consciencialização das pessoas para a limpeza” de terrenos e de trabalhos preventivos.

Por outro lado, defendeu a importância de uma “resposta rápida e eficiente” a uma ignição –“nenhum incêndio nasce grande” -, tendo apontado entre os 15 a 30 minutos para segurar e resolver um fogo nascente. “E essa é a grande questão pois há assimetrias em termos de resposta”, lembrando que Sardoal tem um corpo de bombeiros municipais com cerca de 30 bombeiros profissionais no seu quadro.

Ao longo da entrevista, Miguel Borges deu ainda conta do trabalho que se está a desenvolver ao nível das faixas de gestão de combustível da rede secundária do sistema nacional de defesa da floresta, uma intervenção na rede viária da responsabilidade da Câmara Municipal que está a decorrer e que representa um investimento de mais de 80 mil euros.

Por outro lado, criticou que a afetação de Equipas de Intervenção Permanente (EIP) seja só feira a Associação Humanitárias e não a Câmaras com bombeiros municipais, e destacou a chegada ao Sardoal de 18 elementos dos GIPS da GNR que vêm substituir os Canarinhos, da Força Especial de Bombeiros.

O Grupo de Intervenção, Proteção e Socorro (GIPS) é composto por 18 homens e vai estar em permanência no Sardoal em ações de fiscalização florestal e combate de primeira intervenção em incêndios rurais.

 

Sardoal vai Contar este ano com 18 elementos dos GIPS da GNR

 

A equipa de investigadores do Instituto Superior de Agronomia e da Universidade de Lisboa criou um mapa para as zonas onde se podem gerar grandes incêndios e que inclui os municípios de Sardoal, Vila de Rei e Sertã, do Médio Tejo, mas também de Chamusca, Gavião, Oleiros e Proença-a-Nova, no Pinhal Interior. Mação não consta na lista dos 20 concelhos de maior risco, o que já motivou críticas por parte dos autarcas locais.

O mapa produzido contabiliza 175 mil hectares no país com elevada probabilidade de arderem em 2018 e indica a probabilidade de arderem mais de 250 hectares, por cada área de 400 hectares onde se verifiquem condições favoráveis aos incêndios.

Top 20 dos concelhos com maior risco de incêndio para 2018

Monchique (Faro)

Oleiros (Castelo Branco)

Caminha (Viana de Castelo)

Vila Nova de Cerveira (Viana do Castelo)

Vila Nova de Paiva (Viseu)

Aljezur (Faro)

Vila de Rei (Castelo Branco)

Covilhã (Castelo Branco)

Proença-a-Nova (Castelo Branco)

Moimenta da Beira (Viseu)

Viana do Castelo (Viana do Castelo)

Vila Pouca de Aguiar (Vila Real)

Baião (Porto)

Celorico da Beira (Guarda)

Gavião (Portalegre)

Sardoal (Santarém)

Sertã (Castelo Branco)

Chamusca (Santarém)

Portimão (Faro)

Ponte da Barca (Viana do Castelo)

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

Leave a Reply