O deputado socialista Hugo Costa participou na terça-feira, dia 9 de outubro, como orador convidado no Portugal Renewable Summit 2018, um evento organizado pela APREN – Associação de Energias Renováveis, que reuniu em Lisboa mais de 300 pessoas.
O deputado do Partido Socialista (PS) fez uma com uma interlocução relativa ao tema da energia e sustentabilidade ambiental no setor energético, defendendo que, em 2050, devemos ter assistir a uma total neutralidade carbónica no nosso país e na Europa, numa ótica de descarbonização da economia.
No painel moderado por Camilo Lourenço, estiveram também presentes Adolfo Mesquita Nunes, João Ferreira, Jorge Costa e Salvador Malheiro.
Na intervenção feita, Hugo Costa considerou que “vivemos hoje uma série de ameaças ambientais, que determinam a eletrificação da sociedade e da economia e, simultaneamente, a descarbonização através do recurso às energias renováveis”.

O deputado relembrou os “dados preocupantes que demonstram que a temperatura média da superfície da Terra aumentou 2,5º C em 250 anos, levando aos problemas do degelo e aumento do nível da água do mar”.
“Estes desafios das alterações climáticas determinam uma alteração de paradigma na energia. Os constantes alertas, como o recente apresentado pelas Nações Unidas, e o cumprimento das metas de Paris obrigam a uma nova perspetiva. Digo mesmo, a um novo paradigma na área da Energia”, vincou.
O deputado socialista abordou ainda a questão dos transportes e da mobilidade e necessidade de efetuar a substituição das infraestruturas envelhecidas. “De uma vez por todas, temos que estabelecer um compromisso sério com estas medidas, a bem da sustentabilidade ambiental, económica e financeira”, disse.
Hugo Costa não esqueceu a “importância das interligações, energéticas na União Europeia” sublinhando o esforço liderado pelo Governo Português nesta matéria. “Só com interligações, as energias renováveis apresentam sustentabilidade económica e financeira, nomeadamente com as exportações. Portugal é um exemplo, e só o pode continuar a ser com as interligações”, disse.
Por fim, realçou que “a ambição para 2050 será a de se conseguir uma total neutralidade carbónica”, concluiu.
