Hospitais do Médio Tejo. Foto: mediotejo,net

O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) reforçou, em 2021, a atividade assistencial à população dos 15 concelhos da sua área de abrangência em número de consultas, cirurgias e atendimentos do serviço de urgência, informou hoje a administração, com destaque ao nível da afluência ao serviço de urgências, com aumento de 19%.

Num balanço divulgado hoje, o CHMT, composto pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, dá conta que, “não obstante a pressão” provocada pela pandemia de covid-19, reforçou em 2021 a sua atividade assistencial em número de consultas, cirurgias, atendimentos do serviço de urgência e sessões de Hospital de Dia.

O único setor com resultado negativo refere-se ao número de partos, em linha com os dados nacionais, tendo registado 713 partos no ano passado, menos 113 (14%) que em 2020. 

Destacando o “esforço assinalável” dos profissionais de saúde para a recuperação da atividade cirúrgica e assistencial da instituição, o CHMT indica ter-se registado um “crescimento de 7% do número de consultas de especialidade” realizadas, com um aumento ainda mais expressivo (de 10%) de “primeiras consultas”.

Ainda de acordo com o CHMT, houve também um crescimento de 9% ao nível da recuperação de cirurgias programadas.

Na afluência às urgências, um dos vetores de maior crescimento assistencial do CHMT, verificou-se um aumento de 19% da procura, segundo a instituição.

No “Hospital de Dia” foram disponibilizadas 28.495 sessões, um aumento de 3% face a 2020. 

Na nota é ainda referido que o CHMT efetuou em 2021 um total de 167.000 consultas de especialidade, “um aumento de cerca de 10.500 consultas” face ao ano anterior, realizou um total de 7.300 cirurgias, “um aumento de mais de 600 cirurgias”, com a afluência às urgências a resultar num total de 121.000 atendimentos, um “crescimento de 19% face a 2020”.

Por outro, o CHMT manteve o reforço do seu quadro de pessoal, havendo hoje “mais 19 médicos e 17 enfermeiros ao serviço da população”.

Desde setembro de 2021, ainda de acordo com o balanço divulgado, “a capacidade de internamento foi aumentada nas unidades de Abrantes e Torres Novas” e as “listas de espera para consultas e intervenções cirúrgicas diminuíram em 80%, com especial destaque para a Ortopedia”.

Na Unidade de Tomar verificou-se a retoma das consultas de Desenvolvimento, enquanto na Unidade de Torres Novas iniciou-se a reabilitação respiratória.

Na nota, a instituição lembra ainda os investimentos efetuados em novos equipamentos em 2021, ano que coincidiu com o 20º aniversário do CHMT.

“Para possibilitar o crescimento da atividade assistencial prestada, foram realizados dois relevantes investimentos em novos equipamentos de Imagiologia, que totalizam 1,8 milhões de euros – o equipamento de TAC, em Torres Novas, e o equipamento de Ressonância Magnética em Abrantes”, lê-se no documento.

Além disso, é acrescentado, no laboratório do Serviço de Patologia Clínica registou-se também um “investimento significativo”, tendo sido realizados “121 mil testes à covid-19, de todas as regiões do país, contribuindo assim o CHMT para o desígnio de testagem nacional”. 

Citado na nota informativa, o presidente do Conselho de Administração do CHMT, Casimiro Ramos, afirma que “a retoma da atividade assistencial e cirúrgica é máxima prioridade” para 2022, a par de um “conjunto muito relevante de investimentos”, nomeadamente “o início das obras de requalificação do serviço de Urgência e da Consulta Externa” do Hospital de Abrantes, a “substituição do revestimento exterior dos edifícios de Tomar e de Torres Novas”.

No âmbito da atividade médico-cirúrgica, o responsável destaca a “criação um laboratório de nível III de segurança, a aquisição de cinco ecógrafos para intervenções cirúrgicas de precisão, uma mesa operatória de tração ortopédica e equipamento complementar para Ressonâncias Magnéticas cardíacas”.

Desde o início de 2022 que o CHMT assegura o transporte aos utentes com alta clínica no regresso à unidade mais próxima da sua área de residência, medida que visa melhorar a resposta às necessidades dos utentes, melhorando o seu conforto e diminuindo as despesas destes no regresso a casa, cumprindo-se uma reivindicação com duas décadas: “a porta de entrada no centro hospitalar devia ser também a porta de saída”.

O CHMT disponibiliza esse serviço, duas vezes por dia e alargado a utentes que necessitem de se deslocar para a realização de consultas externas. Com esta medida, caso o utente resida num concelho diferente daquele em que tenha estado internado, o CHMT passa também a assegurar o transporte de regresso à unidade de saúde mais perto da sua residência.

Na nota informativa, o CHMT dá conta que “todas estas questões de balanço de 2021 e perspetivas para 2022 foram analisadas em reunião realizada esta semana entre o Conselho de Administração do CHMT e a Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT), onde o Conselho de Administração “alertou para a necessidade de esta se constituir legalmente como Associação”.

“Efetivamente, verifica-se o incumprimento da Lei n.º 44/2005 de 29 de agosto e consequentemente a Portaria 535/2009 de 18 de maio, que regulamentou a referida Lei e que e define o processo de reconhecimento do âmbito e da representatividade, o registo e as formas de apoio às associações de defesa dos utentes da saúde. Esse processo de reconhecimento é da iniciativa da associação que deve, nos termos da referida Portaria, enviar os documentos necessários para a instrução do processo de registo, à Direcção-Geral da Saúde (DGS), a quem cabe esta competência”, refere o CHMT, tendo acrescentado que “a Comissão de Utentes não efetuou esses procedimentos”.

“Não obstante”, concluiu, “o Conselho de Administração disponibilizou-se para continuar a encarar a CUSMT como um parceiro efetivo, disponibilizando inclusivamente apoio dos juristas da Instituição para prestarem apoio na legalização da referida entidade”.

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 266 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, a par da Golegã, na Lezíria, todos no distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

c/LUSA

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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