Quatro suspeitos de furtos de catalisadores de viaturas foram detidos em Fátima. Foto: DR

O Comando Territorial de Santarém da GNR, através do Posto Territorial de Torres Novas, identificou dois homens de 33 e 65 anos, bem como uma mulher de 30 anos, por suspeita de furto de catalisadores. As identificações ocorreram no dia 12 de abril, em Riachos.

Foi durante uma ação de patrulhamento, na localidade de Riachos, que os militares da Guarda Nacional Republicana viram um veículo suspeito a circular, pelo que o abordaram. Tendo procedido a uma revista pessoal de segurança aos suspeitos e uma busca ao veículo, os militares encontraram e apreenderam um catalisador e várias ferramentas de corte associados à prática do furto deste material.

Segundo informação divulgada pelo Comando Territorial de Santarém, os suspeitos, que já têm antecedentes criminais por furto, ofensas à integridade física e desobediência, foram identificados, tendo os factos sido remetidos para o Tribunal Judicial de Torres Novas.

Os militares da GNR apreenderam um catalisador e várias ferramentas de corte associados à prática do furto deste material. Foto: GNR – Comando Territorial de Santarém

Cerca de 20 catalisadores roubados em Portugal diariamente

Foram furtados quase sete mil catalisadores de carros ao longo do ano 2021, uma média de quase 20 roubos diários – muitos acontecem em pleno dia e, segundo a GNR, são concluídos em cerca de dois minutos. Segundo dados citados pelo Jornal de Notícias (JN), a PSP deteve 326 assaltantes (identificando mais 575 suspeitos) e a GNR prendeu 70 pessoas (mais 240 identificados). Os criminosos são atraídos pelo valor a que conseguem vender os metais preciosos que se encontram no interior da peça.

Dentro dos catalisadores existem metais como a platina, o paládio e o ródio, tudo matérias cujo preço subiu nos mercados internacionais de matérias-primas, nos últimos anos. A maior parte dos catalisadores furtados são desmantelados para obter esses metais, mas também se gerou uma espécie de mercado alternativo onde muitas pessoas, depois de verem o seu veículo assaltado, vão comprar peças que chegaram ao mercado negro depois de terem sido também elas roubadas a outro carro. Substituir um catalisador de um carro pode custar, no mínimo, algumas centenas de euros.

Entre os alvos preferenciais de quem se dedica a esta atividade criminosa estão alguns veículos a gasolina mais antigos, dos anos 90 ou dos primeiros anos de 2000. Devido ao crescimento em flecha do número de furtos de catalisadores, nos últimos anos, a PSP criou em 2020 uma série de Equipas Regionais de Investigação à Criminalidade Automóvel, para acompanhar o fenómeno mais de perto.

“Estacionam à frente, na traseira ou, em último caso, paralelamente ao veículo que será alvo do furto, ficando um dos indivíduos a controlar os movimentos”, explica a GNR, citada pelo Jornal de Notícias. “Através de um macaco hidráulico, o veículo é levantado e o segundo homem posiciona-se sob o veículo para cortar o catalisador, através de uma serra de sabre sem fios ou ferramenta idêntica. Se não houver interrupções, pode demorar apenas cerca de dois minutos“, diz a GNR.

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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