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A recente proibição do uso de smartphones nas escolas por parte de crianças pequenas é uma tentativa de reduzir a dependência do mundo online. Mas será suficiente?…

Se tivesse de escolher um único objeto para uma viagem longa, a maior parte dos jovens portugueses escolhia um telemóvel. O recente “Estudo das vivências e expressões dos jovens sobre os media”, realizado no âmbito do projeto bYou, mostra que a utilização deste dispositivo tende a aumentar com a idade e é mais intenso entre as jovens do sexo feminino.

Com uma amostra de 1131 estudantes portugueses entre os 11 e os 19 anos, distribuídos por 26 escolas, o estudo destaca a quantidade de tempo dedicado à utilização dos meios digitais. Os inquiridos passam aproximadamente três horas por dia só nas redes sociais (WhatsApp, Instagram e TikTok), com os livros, jornais, rádio e podcasts a ocuparem um espaço diminuto no seu dia a dia.

A Geração Alfa (pessoas nascidas a partir de 2010) cresceu com um ecrã nas mãos e é a primeira geração verdadeiramente nativa digital, com acesso a dispositivos e redes desde idades muito precoces, o que influencia a sua forma de socializar, a construção da sua identidade e até o desenvolvimento de competências cognitivas.

Oportunidades e riscos da infância digital

É inegável que a internet trouxe oportunidades extraordinárias: jogos educativos, vídeos interativos e plataformas de aprendizagem abrem horizontes que seriam impensáveis há apenas duas décadas. Uma criança de 7 anos pode hoje aprender uma língua estrangeira através de uma aplicação, conversar com familiares por videoconferência ou explorar conteúdos criativos adaptados à sua idade.

Contudo, este acesso precoce levanta questões delicadas. A exposição a conteúdos impróprios, a vulnerabilidade ao ciberbullying e a recolha de dados pessoais são riscos demasiado reais. A UNICEF, por exemplo, considera que a falta de acompanhamento parental pode aumentar a probabilidade de experiências negativas online.

Os especialistas sublinham ainda a necessidade de equilibrar o tempo passado em frente ao ecrã com atividades offline. Passar muitas horas ao telemóvel ou com o tablet pode afetar o sono, a concentração e até o desenvolvimento social.

Como proteger a Geração Alfa?

A responsabilidade pertence a famílias, escolas e sociedade. Há medidas simples que podem fazer a diferença:

  • Estabelecer regras claras: definir horários para navegar na internet e criar zonas “livres de ecrãs” em casa.
  • Supervisionar o acesso: utilizar controlos parentais para bloquear sites impróprios e acompanhar os conteúdos a que as crianças têm acesso.
  • Promover a literacia digital: ensinar as crianças a identificar notícias falsas, a respeitar os outros em interações online e a proteger a sua privacidade.
  • Dar o exemplo: os adultos que usam constantemente o telemóvel transmitem esse mesmo hábito às crianças. A decisão de desconectar também é pedagógica.

O papel da tecnologia na segurança online

Curiosamente, é a própria tecnologia que pode ajudar a resolver alguns dos problemas que cria, com as ferramentas de cibersegurança a tornarem-se aliadas indispensáveis das famílias. Uma das mais relevantes são as VPN (redes privadas virtuais), que protegem a ligação à internet, encriptando os dados dos utilizadores e dificultando o acesso de terceiros mal-intencionados. Se procura uma solução acessível, aproveite a oferta de VPN da Black Friday.

Associada a filtros de malware e bloqueadores de publicidade invasiva, a VPN minimiza o risco de as crianças clicarem em ligações perigosas ou descarregarem conteúdos nocivos. Além disso, permite criar uma camada extra de privacidade quando utilizam redes wi-fi públicas, muitas vezes inseguras. 

Educar para a literacia digital, estabelecer limites equilibrados e recorrer a ferramentas de proteção são passos fundamentais. Tal como em campo aberto as crianças precisam de supervisão para brincar em segurança, também no mundo digital precisam de orientação e proteção para crescer de forma saudável.

Formada em marketing digital e content branding, apaixonada por viagens e palavras.

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