Orientada por Lino Freitas, a equipa do União de Tomar recebeu e venceu o Amiense por 3-0

Tomar -3- C. D. Amiense -0

Árbitro: Rui Mendes

Assistentes: Afonso Silveira e Adriano Sousa

União de Tomar :

Fábio Silva, David Vieira, Fábio Vieira, Filipe Cotovio, Diogo Gaspar, Rui Silva, Nuno Rodrigues (Cap)(A), Luís Pedro, Araújo(Telmo Ferreira), Ricardo Pais(Victor Félix), Chrystian Pedroso(Rui Pedro)

Treinador: Lino Freitas

Suplentes Não Utilizados: João Pedro, Douglas, Espadinha, Miguel Arcangelo

Amiense:

Francisco Reis, Parreira(Leonardo), Pedro Lista, Luis Duarte, Tico(F. Violante), Fábio Marques(Leonardo Lista), Miguel Mateus (cap.), Nuno Tiago(Rui Pedro), Cristiano, Arnaldo(Costinha), Ricardo Rei.-

Suplentes Não Utilizados: Titinho, Duarte.

Treinador: Renato Bento

Golos: 6 min Nuno Rodrigues, 50 e 67 min Ricardo Pais.

As duas equipas vinham de resultados menos conseguidos na jornada anterior. o Amiense deixou fugir os três pontos em casa frente ao Mação e, por sua vez, o União de Tomar tinha deixado também a possibilidade da vitória em Almeirim, tendo só conseguido a divisão de pontos. A jogar com o fator casa, o União de Tomar não desperdiçou a oportunidade de somar três pontos, perante um valoroso adversário.

O Amiense, sempre um adversário muito incómodo em qualquer campo, e também a fazer um bom inicio de campeonato, vinha a Tomar tentar fazer pelo menos um jogo igual ao da época passada. Começando bem, na sequência de um canto, Miguel Mateus logo aos três minutos levou muito perigo à baliza do União de Tomar, oportunidade gorada e que não viria a merecer sublinhado de maior na história do desafio.

É que a história deste jogo foi bem diferente daquele disputado o ano passado entre estas duas equipas porque, desta vez, o União de Tomar marcou muito cedo, logo aos seis minutos pelo seu capitão Nuno Rodrigues, que correspondeu bem, depois de alguma confusão dentro da área do Amiense, a um bom centro de Christian Pedroso.

Golo que mudaria claramente o cariz do jogo, pois deixou o Amiense a correr atrás do prejuízo logo no inicio da contenda, favorecendo a ideia tática de jogo de Lino Freitas.

Depois do golo o jogo passou por uma fase menos bonita, pois o União de Tomar procurava um segundo golo que lhe assegurasse maior tranquilidade e o Amiense, por sua vez, defendia-se como podia mas também não deixava jogar e de espreitar o contra ataque. Todavia, o futebol praticado pelos dois conjuntos não foi o mais vistoso nem o mais esclarecido, com perdas de bola e maus passes de ambas as partes.

Mas depois o jogo ‘assentou’, assistindo-se a uns bons últimos vinte cinco minutos, com as duas equipas a trocarem melhor a bola e continuando sempre em “passo” acelerado em busca da área contrária. No final da primeira parte a posse de bola aumentou para o Amiense, mas foi um domínio sem oportunidades de golo dignas de registo, pelo que ao intervalo o resultado aceitava-se, deixando tudo em aberto para a segunda parte.

No principio da segunda metade da contenda, a partida seguiu em bom ritmo e bem jogada, com as duas equipas encaixadas, mas prosseguindo bem no terreno, uma procurando alargar a vantagem e a outra perseguindo o empate.

A sorte do jogo sorriu ao União de Tomar quando, descaído pela ala esquerda, Ricardo Pais fletiu para a zona do bico da grande área e rematou cruzado aos cinquenta minutos, fazendo um golo de belo efeito. O União de Tomar conseguia o que queria, chegar aos dois zero, vantagem minimamente confortável e que práticamente garantia o xeque mate no xadrez matemático do desafio.

Mas mesmo a perder por dois golos de diferença, o valoroso conjunto do Amiense não baixou os braços e procurou marcar um golo, para entrar ainda na discussão do resultado. Todavia, e apesar de sempre o ter tentado, nunca conseguiu introduzir a bola na baliza dos tomarenses, acabando mesmo por sofrer o terceiro tento, outra vez por Ricardo Pais, que bisou, e fez mais um bonito golo para o aplauso dos adeptos e descanso da equipa técnica. Estavam volvidos sessenta e sete minutos de jogo no municipal de Tomar e a equipa da casa já escutava o evoluir do marcador nos demais jogos do campeonato e fazia contas na tabela classificativa.

A verdade é que o terceiro golo foi mesmo o do cheque mate e o jogo ficou ali decidido. As equipas sentiram isso e até final podia até surgido mais um golo para qualquer dos lados, mas no entanto a vitória já não fugiria ao União de Tomar.

O União de Tomar jogo bem e mereceu vencer, tendo ascendido ao 6º lugar da tabela classificativa. Na próxima ronda joga em Mação, perante o líder. O Amiense também jogou bem, sobretudo na primeira parte e em alguns momentos da segunda, merecendo outro resultado final, menos desnivelado. Esta no 10º lugar da classificação geral e recebe na próxima ronda o Torres Novas, 2º classificado.

A arbitragem esteve a cargo de um dos Mendes, desta feita o gémeo Rui Mendes, que tal como o seu irmão em Almeirim na semana passada teve uma boa prestação, sem mostrar qualquer cartão. Controlou a partida sem problema nenhum, mérito para a equipa de arbitragem e também para os dois conjuntos, que favorecerem o seu trabalho. Boa tarde de futebol na cidade do Nabão, com duas boas equipas, bem orientadas, e que dignificaram o futebol praticado no escalão maior da distrital de Santarém.

Jorge Duarte, em parceria mediotejo.net com rádio Hertz

Irreverente, frontal e critico. Nasceu em Abrantes no melhor ano do
século passado: 1969, ano em que o Homem foi à Lua. Nos tempos de liceu queria ser jornalista, tendo optado por essa área, onde pela mão do Prof. Alcino Serras deu os primeiros passos na profissão, tendo começado mais a sério na Radio Antena Livre, no final da década de 80. Desde essa altura, o 'bichinho' ficou, tendo colaborado com várias rádios e jornais. Gosta de colecionar amigos e de se dar bem com toda a gente (mesmo sabendo que isso não é possível).

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