13 de fevereiro de 2016, 15 horas, Abrantes
Campeonato Distrital da 2ª Divisão de Juniores
Sport Abrantes e Benfica 3 – União Desportiva Atalaiense 4
Num relvado em não muito boas condições e molhado, Abrantes e Benfica e União Atalaiense, mostraram porque são duas boas equipas deste Campeonato Distrital da 2ª Divisão de Juniores.
O jogo começa com as duas equipas a estudarem-se mutuamente e a adaptarem-se às condições do piso, no entanto não foi por isso que não se assistiu a lances de perigo junta das balizas. Aos 5 minutos, Diogo frente a Ivan, desperdiça a primeira oportunidade para os abrantinos e aos 7 foi Artur a desperdiçar para os atalaienses, permitindo a defesa de João Luz. Na sequência do canto, foi novamente João Luz, com excelente intervenção, a manter o nulo.


Nos dez minutos seguintes a toada foi de equilíbrio, com o futebol a ser mais jogado sobre o meio campo e sem haver grandes lances de perigo. Ao minuto 18, João Luz, detém um remate inofensivo, mas após defender a bola, larga-a para o chão voltando a agarrá-la novamente junto à linha limite da grande área. Pedro Ferreira assinala livre indireto que Rodrigo aproveitou para fazer o primeiro golo do jogo.
Com as operações equilibradas dentro das linhas , pensou-se que a favor do vento no primeiro tempo, os alvi-negros tomassem conta do jogo, mas sentiram algumas dificuldades em servir a sua linha mais avançada em boas condições, fruto desse forte vento e da bola ganhar muita velocidade no relvado molhado. Alguns dos seus lances de perigo perdiam-se pela linha final, eram parados pela defensiva abrantina, paravam nas mãos do guardião encarnado ou não valiam devido a posição irregular dos avançados de Atalaia. Tiveram oportunidade de dilatar a vantagem por Madeira quando à passagem da meia hora, à entrada da pequena área, permite nova boa intervenção de João Luz e por Fred mesmo a terminar a primeira parte, tendo o guarda-redes abrantino voltado a brilhar.


O Abrantes e Benfica com alguma dificuldade na sua fase de construção, sentiu algumas dificuldades em equilibrar as coisas a meio campo, perdendo muitas bolas quanto tentavam sair para o ataque. Mesmo assim, por três vezes esteve muito perto de empatar. Aos 25 minutos, Vitório no coração da área, em excelente posição, após cruzamento da direita, remata ao poste e na recarga Diogo atira para fora. Ao minuto 34, Diogo só com o guarda-redes de Atalaia pela frente, volta a atirar ao lado e mesmo antes do último apito de Pedro Ferreira, foi Fábio Rodrigues a atirar ao lado.



Chegou o final dos primeiros 45 minutos com a vitória dos atalaienses.
A etapa complementar começa a ritmo frenético. Em três minutos foram marcados três golos. Os alvi-negros chegam ao 0-2 por João Vicente, a concluir na pequena área, uma excelente jogada construída em velocidade pela direita. Na resposta, o recém entrado David (jogador que veio trazer mais poder de choque e velocidade ao ataque encarnado), descaído para a direita e quase sem ângulo faz o 1-2. Na jogada imediatamente seguinte surge o 1-3. João Luz ainda evita à primeira o golo atalaiense, mas na recarga à sua defesa, Marcelo mais rápido que todos, faz o golo. Eram decorridos 54 minutos de jogo (9 da segunda parte) e os cerca de 50 espectadores ainda não tinham tido tempo para respirar desde o reatamento.



Era expectável que este golo fosse duro revés para os da casa, deixasse mais tranquilos os forasteiros e que o jogo perdesse alguma qualidade. Nada disso. O jogo manteve a qualidade (dentro das condicionantes existentes – chuva, vento e relvado), os abrantinos não baixaram os braços e os forasteiros continuaram à procura de mais golos, tendo ligeiro ascendente na partida pois contra o vento conseguiam circular mais a bola e explorar a velocidade da sua linha avançada, embora os lances de golo claro não voltassem a aparecer até ao minuto 70, quando David, em velocidade foge à defensiva visitante e à saída de Ivan, faz o seu segundo golo, reduzindo para 2-3. No minuto seguinte o poste negou o empate ao Abrantes e Benfica.

Nos últimos dez minutos, o jogo partiu-se definitivamente e voltámos a entrar num ritmo alucinante. A 7 minutos do fim (83 minutos de jogo), João Vicente bisa na partida e faz o 2-4. Dois minutos volvidos foi Ivan a brilhar negando o terceiro golo aos da casa. Em cima do minuto 90, voltou a ser João Luz a brilhar negando o bis a Marcelo e em período de compensação foi Estriga, a reduzir a desvantagem fixando o resultado final em 3-4.



Bom jogo de futebol, com muitos golos, fruto do futebol ofensivo praticado por ambos os conjuntos. Venceu a equipa que foi mais eficaz, que melhor se adaptou e soube adaptar o futebol que era necessário praticar, ás condições do terreno. Destaque no Abrantes e Benfica para as exibições de Fábio Rodrigues, Rui, David e João Luz, enquanto do lado da União Atalaiense destacamos as prestações de Marcelo, João Vicente, Madeira e Diogo (para nós o melhor em campo).


Quanto ao trio de arbitragem, num campo difícil, propício ao choque e aos “tackles” deslizantes mais perigosos, adoptou um critério (apertado) que manteve de principio ao fim e que se revelou acertado. Conseguiu conduzir o jogo sem ter que “puxar do cartão” mostrando apenas por duas vezes o amarelo (uma vez para cada lado). Trabalho positivo.


Ficha do jogo
Estádio Municipal de Abrantes
Árbitros: Pedro Ferreira, Vasco Caseiro e João Pereira

Abrantes e Benfica
João Luz, Vitório (David), Fábio Rodrigues, Diogo (Duarte), Edgar (André Silva), Rui, Miguel Jesus, Nuno Carneiro, Estriga, Filipe Bandarra e Gonçalo
Suplentes: David, Duarte, Alexandre, João Silva e André Silva
Treinador: Manuel Marques

UD Atalaiense
Ivan, Diogo, Artur (Saramago), Madeira, Rodrigo, Marcelo (Pedro Ramos), David, João Vicente, Fred (Simão), Renato e Bruno
Suplentes: João Alves, Simão, Pedro Ramos, Rui Bernardo, Miguel, Saramago e João Batista
Treinador: Nuno Batista

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