Tarde quente em Alcanena, no regresso do Atlético Alcanenense aos distritais oito anos depois, com a equipa de João Belbute a receber no estádio municipal outro clube histórico do futebol distrital, o União de Tomar, equipa orientada por Lino Freitas e já com dois jogos oficiais realizados. O Alcanenense soube procurar a sorte do jogo e esta sorriu-lhe, em momentos chave do desafio. Ao Tomar, pelo contrário, os erros cometidos foram muito penalizadores, com contributo decisivo para o resultado final.
O União de Tomar até entrou bem na partida, dominou o jogo praticamente durante toda a primeira parte, tendo-lhe pertencido as melhores ocasiões de golo. O certo é que, apesar do domínio de jogo, a equipa mas não marcou. Perdeu o capitão de equipa, Nuno Rodrigues, que saiu do jogo lesionado, aos quinze minutos, e sofreu um golo demasiado penalizador ao cair do pano da primeira parte.

O Alcanena, astuto, soube esperar pela entrada mais forte do União de Tomar e foi aguentando as investidas dos tomarenses para marcar em lance de bola parada, mesmo em cima do apito final do árbitro para o descanso.
É mesmo caso para dizer que quem não marca sofre. O Atlético defendeu-se como podia e acabou por ser feliz no último lance da primeira parte, fazendo o golo na sequência de um canto, saindo a vencer ao intervalo. O lance resulta de uma perda de bola a meio campo, num local proibido, tendo os homens de João Belbute aproveitado para lançar um contra ataque tão rápido quanto venenoso. O avançado só foi travado em falta, à entrada da área e, do seguimento da jogada, que resultou num pontapé de canto em lance estudado, o Alcanenense abre o marcador.

No segundo tempo o Atlético assumiu outra postura relativamente ao jogo, mandava mais, e obrigava o União de Tomar a correr atrás do prejuízo, assumindo os riscos decorrentes. E é em mais um lance de falta evitável, já dentro da grande área, que o Alcanenense consegue o segundo golo, concretizando o lance da grande penalidade. Se os homens de Tomar sentiram o golo sofrido no primeiro tempo, o 2-0 sentenciou praticamente a partida, faltavam ainda cerca de 25 minutos para o fecho do mesmo.

A partir daqui o União de Tomar nunca mais se encontrou, e ficou a correr atrás de uma desvantagem de dois golos. E pior ficou o cenário para a equipa de Tomar, que ainda viu um jogador seu ser expulso (Alan) complicando ainda mais o trabalho dos que ficaram em campo e facilitando aos da casa as suas tarefas, até porque o esforço físico despendido pelos jogadores tomarenses nos jogos anteriores acabou por vir ao de cima.
Vitória justa da equipa da casa, num resultado demasiado pesado para o União de Tomar. A equipa de Lino Freitas, com muita juventude, deu provas de poder fazer um bom campeonato. Boa arbitragem.
Ficha de jogo:
Arbitros: Gonçalo Pereira. Assistentes: Pedro Fonseca e Nuno Martins
Alcanenense:
Xico, Ronaldinho, Miranda, Filipe (cap), João Moreira, Sandro, Ed Carlos, Farinha (João Costa), Kengo (Vidal), Batista, Keiner (Louro)
Suplentes, Zé Miguel, Tomas Brites, Benny, Tomas.
União de Tomar:
Nuno Ribeiro, David Vieira, Monteiro, Alan, Diogo Gaspar(Kiko), Bruno Caixado (Diogo Pereira), Alex (Faustino), Nuno Rodrigues (Telmo Ferreira), Sandro Caixado, João Pedro, Pires (Alvega)
Golos, 45+2 Filipe, 52 Batista, 90 Louro
No final ouvimos os técnicos da duas equipas:
João Belbute, treinador do Atlético Alcanenense:

Lino Freitas, treinador do União de Tomar:

*Jorge Duarte – parceria mediotejo.net e rádio Hertz
