Francisco Jerónimo-Presidente da Associação de Futebol de Santarém. Foto: mediotejo.net

Os incidentes racistas que ocorreram no domingo em Guimarães, num jogo que opunha a equipa da casa e o Porto, visando o atleta Marega, estão na ordem do dia a nível nacional tendo a Associação de Futebol (AF) de Santarém emitido um comunicado onde “repudia” os comportamentos racistas e onde manifesta a sua disponibilidade para realizar ações de sensibilização e debate.

Em comunicado, a Associação de Futebol de Santarém diz que “não pode deixar de reagir” aos acontecimentos de Guimarães em duas perspetivas sendo que, em primeiro lugar, “a AFS repudia comportamentos racistas e consideramos que são intoleráveis numa sociedade como a nossa, que se diz evoluída e aberta”, afirma.

Por outro lado, e “tendo o nosso futebol distrital muito menos mediatismo, não podemos deixar de dizer que estamos preocupados pois os nossos jovens têm no futebol profissional as suas referências e estes comportamentos podem influenciar negativamente os nossos jovens”, acrescenta a direção da instituição, presidida por Francisco Jerónimo.

“O futebol é para todos e nós queremos que na nossa região também seja assim. Tolerância zero a comportamentos destes e estamos disponíveis para falar com os nossos clubes para aferir da necessidade de realização de ações para falar/debater e atacar com atos deste género”, conclui.

No domingo, Marega pediu para ser substituído ao minuto 71 do jogo da 21.ª jornada da I Liga, entre o FC Porto e o Vitória de Guimarães, depois de ter sido alvo de cânticos e gritos racistas por parte de adeptos da equipa minhota.

Vários jogadores do FC Porto e do Vitória de Guimarães tentaram demovê-lo, mas Marega mostrou-se irredutível na decisão de abandonar o jogo, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminou o encontro.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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