A carta do miúdo do Samora que foi expulso e escreveu ao árbitro a pedir desculpa. Foto: GDSC

O jovem jogador do Grupo Desportivo Samora Correia, Tiago Tavares, na semana passada teve uma atitude menos própria para o árbitro da partida de Sub-11 da Associação de Futebol de Santarém AF Santarém, tendo acabado expulso. O Tiago viu os colegas do lado de fora no jogo de hoje, um castigo já por si grande, mas o Tiago achou que deveria fazer mais e escreveu uma carta com um pedido de desculpa que fez chegar ao árbitro dessa partida. O árbitro, Ricardo Ramos, já respondeu.

O gesto do jovem e o conteúdo da missiva tem sido alvo dos maiores elogios, tendo sido partilhada no Facebook do GD Samora Correia. O árbitro já respondeu no facebook (resposta que já conta com cerca de 1000 likes), perdoando e elogiando o jovem atleta.

Leia a carta que o Tiago escreveu pelo próprio punho ao árbitro a penitenciar-se pela atitude que lhe valeu o cartão vermelho.

“Sei que lamentar e pedir desculpa não anula a suspensão, mas é bom saber reconhecer os nossos erros”, escreveu o jovem Tiago, que adianta: “Tentei alterar as coisas que fiz mal”.

“Não consigo fazer com que a minha equipa possa contar comigo, não consigo apagar as marcas de desilusão dos misters, dos meus colegas, familiares e até de si. Mas posso fazer uma coisa, pedir-lhe desculpa e mostrar que estou seriamente arrependido, o senhor estava certo e eu lamento que isto tenha acontecido”.

A Associação de Futebol de Santarém já reagiu, tendo publicado uma declaração no Facebook esclarecedora do gesto do miúdo: “Há gestos e atitudes que marcam…”, tendo partilhado também a carta escrita pelo Tiago. Gestos raros e marcantes, efetivamente…

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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