Foi assaltada, na semana passada, a Igreja de Santo António, em Constância Sul, tendo sido furtadas as imagens e grande parte dos azulejos, além de ter sido provocada grave destruição naquele templo religioso. A situação deixou a comunidade triste e revoltada, tendo as autoridades sido alertadas para a ocorrência.
Segundo o Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja, esta situação ocorreu em Constância, da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, tendo indicado que, na mesma região, tem ocorrido uma onda de assaltos a igrejas, nomeadamente nas paróquias de Mouriscas (tentativa), Envendos, Fratel, Belver e Nisa.
O último assalto, segundo o pároco, Francisco Valente, responsável pela comissão dos bens culturais daquela entidade religiosa, teve lugar na última semana, na Igreja de Santo António, em Constância, onde foram furtados azulejos dos séculos XVI e XVII, que revestiam o interior daquele monumento religioso. “Além do assalto, fica a destruição que foi feita ao tentarem retirar os azulejos”, lamentou.
Além de azulejos dos séculos XVI e XVII, têm sido furtadas imagens religiosas “e o melhor que estas comunidades tinham no interior” das igrejas, revelou o padre Francisco Valente.
Imagens após furtos e atos de vandalismo. Fotos: Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja





As autoridades foram contactadas e estão a tomar contas das ocorrências, segundo indica o Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja, O presidente da Câmara de Constância, Sérgio Oliveira, lamentou o sucedido tendo afirmado, na sua página pessoal, que esta é uma “situação que nos entristece a todos”.
Imagens antes dos furtos e atos de vandalismo. Fotos: Secretariado Nacional Bens Culturais da Igreja





Igrejas pertencentes à Diocese de Portalegre-Castelo Branco têm sido alvo, nos últimos meses, de uma “onda de assaltos”, indicou à agência Lusa o responsável pela comissão dos bens culturais daquela entidade religiosa, Francisco Valente.
“Nos últimos tempos tem sido, realmente, uma onda de assaltos e [os autores dos crimes] têm furtado algum património relevante para a diocese e para as comunidades”, lamentou.
O responsável pela Comissão dos Bens Culturais da Diocese de Portalegre-Castelo Branco indicou que os assaltos têm vindo a ocorrer sensivelmente nos últimos seis meses.
E as igrejas alvo deste crimes estão “situadas fora dos espaços urbanos” e localizadas nas zonas de Nisa, Belver, Fratel, Envendos e Constância, ou seja, distribuídas por áreas de transição entre os distritos de Portalegre, Santarém e Castelo Branco
Além de azulejos dos séculos XVI e XVII, têm sido furtadas imagens religiosas “e o melhor que estas comunidades tinham no interior” das igrejas, revelou o padre Francisco Valente.
O último assalto, segundo o pároco, teve lugar na última semana, na Igreja de Santo António, em Constância, no distrito de Santarém, onde foram furtados azulejos dos séculos XVI e XVII, que revestiam o interior daquele monumento religioso.
“Além do assalto, fica a destruição que foi feita ao tentarem retirar os azulejos”, lamentou.
Questionado sobre o valor dos prejuízos causados pelos alegados autores dos crimes, o responsável pela Comissão dos Bens Culturais da Diocese de Portalegre-Castelo Branco explicou que não existe qualquer avaliação feita, nem está calculado um valor.
“É quase impossível fazer uma avaliação de danos. É, realmente, uma perda inestimável de um património que valorizava o território, que valorizava as pessoas, que valorizava as comunidades e que, neste momento, com esta destruição, fica tudo muito mais empobrecido”, disse.
Francisco Valente assegurou ainda que os assaltos têm sido reportados às autoridades policiais locais, estando a investigação dos casos entregue à Polícia Judiciária (PJ).
c/LUSA
