As canoístas Francisca Laia (atleta abrantina do clube Os Patos) e Maria Rei admitiram alguma “surpresa” pelo apuramento para a final de K2 200 metros dos Mundiais de Copenhaga que se disputa este sábado, sobretudo pelo pouco tempo que têm de trabalho em conjunto. Às 13:50, Francisca Laia e Maria Rei vão tentar o acesso à regata decisiva do K2 500, depois de já o terem conseguido sexta-feira em K2 200, tal como Fernando Pimenta em K1 1.000 metros.
“Foi uma prova muito disputada. Quando acabei, achava mesmo que não íamos passar. Com a minha miopia, vi o placard ao longe e parecia a bandeira portuguesa no terceiro lugar. Para mim é especial por ser a primeira final num Campeonato do Mundo e já ando aqui há algum tempo”, regozijou-se Francisca Laia, em declarações à agência Lusa.
A olímpica no Rio2016, de 27 anos, e Maria Rei, de 21, e que esteve nos Mundiais de sub-23, só começaram a trabalhar juntas há duas semanas, sob a orientação técnica de Leonel Correia.
As duas terminaram a sua prova em 39,54 segundos, na terceira posição, a 38 centésimos das italianas Irene Bellan e Francesca Genzo, e ‘roubaram’ a vaga às anfitriãs dinamarquesas, quartas, por somente dois centésimos de segundo.
“Como temos pouco tempo de trabalho juntas, estamos ainda a encontrar a fórmula para as coisas acontecerem. Claramente, há coisas a melhorar e o arranque é o principal desafio. Não era expectável que fossemos muito rápidas nos 200 metros”, acrescentou.
Maria Rei prometeu “dar o melhor” na final de sábado, tentando, pelo menos, “melhorar” o desempenho das duas regatas disputadas.
Às 13:50, Francisca Laia e Maria Rei vão também tentar o acesso à regata decisiva do K2 500, depois de já o terem conseguido sexta-feira em K2 200, tal como Fernando Pimenta em K1 1.000 metros.
Portugal compete nos Mundiais com 11 atletas em 13 tripulações, duas das quais na canoagem adaptada.
c/LUSA
