Bombeiros de Ferreira do Zêzere. Foto: DR

É objetivo da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ferreira do Zêzere iniciar em janeiro o processo para nomeação de um novo comandante da corporação, revelou o presidente da instituição, Luís Vaz Pereira, em entrevista ao mediotejo.net.

Após o conturbado processo de demissão do anterior comandante Mário Ferreira, formalizada a 12 de novembro, que levou por arrasto à saída dos restantes elementos do comando, foi convidado o elemento mais graduado do corpo de bombeiros, Mário Santana, que está a comandar a corporação em regime de substituição.

“É de lei, é um processo normal”, sublinha Luís Vaz Pereira. Garante que “a corporação está mais unida, está a funcionar normalmente e a responder a todas as necessidades da população”, seja em acidentes, emergência médica, fogos ou no transporte de doentes não urgentes.

Após a demissão do comandante a 12 de novembro, foi publicado um edital de nomeação do oficial superior e informado o CODIS (Comandante Operacional Distrital), o presidente da Câmara e todo o corpo de bombeiros.

Foi também informado que o objetivo era deixar passar a quadra natalícia e depois, em janeiro, encetar os contactos e ouvir todas as partes (CODIS, bombeiros, chefias e Câmara) para se tomar uma decisão em Direção quanto ao nome escolhido para liderar a corporação. Após a aprovação superior do novo Comandante, é constituído o Comando (2º Comandante e Adjunto).

Conforme explica o presidente da direção, é provável que se exija ao nomeado ter de frequentar alguma formação, mas o que se pretende é que, em abril, já se tenha o Comando formado de modo a planear a época de fogos.

Nesse mês, no dia 28, a corporação festeja o seu 75º aniversário, que se esperar assinalar “de forma mais intensa”, como acontece de cinco em cinco anos.

Outra novidade é que em janeiro é formada a segunda EIP – Equipa de Intervenção Permanente, aprovada pela Câmara e pela Autoridade Nacional de Proteção Civil através de um protocolo, para a qual já foi feita a pré-seleção, arrancando em pleno a 1 de fevereiro.

Vai juntar-se à primeira EiP constituída por cinco homens já ao serviço, o que significa que a corporação passa a dispor de 10 operacionais das 7 da manhã às 21 horas, a assegurar as saídas operacionais para todo o tipo de serviço à população, explica Luís Vaz Pereira.

Em 2022 são mantidas as equipas do INEM que funcionam por turnos e vão entrar mais dois operadores para a central de comunicações que passa a funcionar 24 horas por dia.

Luís Vaz Pereira, Presidente da Direção da Associação Humanitária. Foto: DR

O reforço dos recursos humanos traduz-se num aumento para 32 operacionais (funcionários) a partir de janeiro, quando até aqui eram 27.

O presidente da direção faz ainda referência ao jantar de Natal que decorreu em meados de dezembro na quinta das Valadas, cedida pela família do falecido Comendador Sérgio Melo, festa que juntou com cerca de 90 pessoas. Todas testaram negativo à Covid-19 à entrada e cumpriram as regras sanitárias.

Entretanto decorreram em dezembro duas assembleias gerais com aprovação das contas auditadas de 2019 e do orçamento no valor de 960 mil euros para 2022, além de serem prestados esclarecimentos aos sócios sobre o processo de nomeação do novo Comandante.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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