O caso de duas moradoras do Beco, ambas com problemas de saúde, que se encontram a viver numa casa parcialmente queimada pelos incêndios do ano passado suscitou o debate na reunião camarária de Ferreira do Zêzere de quinta-feira, 22 de março. O vice-presidente, Paulo Neves, lamentou a falta de uma resposta “automática” da parte do Governo para pessoas vítimas de catástrofes, que batem à porta das autarquias locais sem conseguirem encontrar soluções rápidas. O município vai agora ajudar nas despesas e com materiais para que a casa possa ser reabilitada.
Segundo explicou Paulo Neves, trata-se de mãe e filha a viver na mesma casa, ambas com problemas de saúde e sem condições económicas, que não se adaptaram ao espaço de acolhimento e se encontram a viver na moradia parcialmente ardida. Uma das moradoras veio solicitar apoio para conseguir avançar com a reabilitação do edifício.
“A Assembleia da República tem que perceber que a primeira porta a que [as pessoas] vão bater é às Câmara e à junta de freguesia”, comentou Paulo Neves. O autarca constatou que os mecanismos de apoio do Estado estão continuamente a mudar e as pessoas não sabem onde se dirigir em caso de serem vítimas de algum tipo de catástrofe, como no caso dos incêndios. Lamentava assim a ausência de uma resposta mais “automática” do governo a estas situações.
Ao mediotejo.net, Paulo Neves explicou que a família já estava sinalizada antes dos incêndios e já recebera apoio social. O município vai agora apoiar com materiais, parte técnica, licenciamento e isenção de taxas para que as duas moradoras possam recuperar a casa.
