O município de Ferreira do Zêzere foi o primeiro a inaugurar, na manhã de sexta-feira, 22 de fevereiro, a exposição “Florestas do Futuro”, uma iniciativa do Grupo de Trabalho das Bibliotecas Municipais do Médio Tejo à qual se associaram os 13 municípios da região. O vice-presidente Paulo Neves aproveitou para dar conta dos investimentos que o município realizou desde 2017 para fazer face ao tipo de incêndios que surgiram nos últimos anos, potenciados pelas alterações climáticas.
A realização desta exposição está integrada na “Ação de Divulgação e Comunicação – Médio Tejo – Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas – Florestas para o Futuro” que prevê o apoio do POSEUR. A mostra é constituída por um conjunto de placares em forma de árvore que apresentam dados sobre a floresta portuguesa, as alterações climáticas, os incêndios e o seus efeitos nos solos, assim como estratégias de rearborização, entre outras informações relacionadas com o tema das florestas para o futuro.
Na sessão de inauguração, Paulo Neves explicou que, desde os grandes incêndios de 2017, o município tem procurado ter uma atitude proativa, não atirando culpas mas também não esperando propriamente soluções das entidades nacionais, açambarcadas com outro tipo de preocupações. A autarquia tem procurado assim analisar os problemas trazidos pelas alterações climáticas e as necessidades latentes para fazer face a este novo tipo de incêndios.
Deste modo, avançou, o município investiu na aquisição de vários equipamentos: um bulldozer, um carro de combate a incêndios que se encontra a dar apoio aos bombeiros, um porta máquinas e um carro que foi disponibilizado à GNR. “O que detetámos que fosse uma falha” o município tentou colmatar, explicou.
“Os dados estão lançados”, sublinhou Paulo Neves, “não ficámos parados” a aguardar uma solução da entidades superiores, “estamos no terreno”. Em março, adiantou, começam os exercícios em torno do projeto “Aldeias Seguras”.
Já o vereador da cultura, Hélio Antunes, destacou uma exposição “muito bem conseguida”, que reflete sobre os acontecimentos de 2017 e traça linhas para o futuro, para que “consigamos lidar com esta problemática da melhor forma”.
Esta mostra pretende alertar para a importância da prevenção. “A aposta tem que ser no planeamento e na prevenção”, defendeu também Hélio Antunes, comentando que ainda há muito a ser feito.
