A peça é protagonizada pelo ator e apresentador Fernando Mendes. Foto: DR

O Cine-Teatro São Pedro, em Alcanena, recebe no sábado, dia 23 de março, às 21h30, o espetáculo “Insónia” com Fernando Mendes.

Em “Insónia”, Fernando Mendes estará a solo e encarnará, na pessoa de Custódio Reis, um vendedor de vinhos e licores, que vive com a corda no pescoço, tanto financeiramente, como familiarmente. É o comum português de classe média, que vive afogado em dívidas e créditos.

Custódio encontra-se à beira do divórcio. A mulher, Sónia, esgotou de vez a sua paciência para com um marido que é cada vez mais um falhado e um tipo sem rumo ou grandes objetivos de vida para além de comer, beber e dormir. Custódio sente-se cansado, pesado e sem paciência. A única ginástica que faz é financeira e a pouca pachorra que ainda vai tendo é para o trabalho.

Certa noite, Custódio, que sempre teve preguiça de pensar muito na sua vida, pára para pensar e ao contrário de passar a noite a ressonar, como é seu hábito, não consegue dormir. Tem uma terrível insónia. Uma insónia onde vai questionar tudo na sua vida e tentar encontrar soluções. Só que, por mais que grande parte dos seus problemas tenham soluções óbvias, para um homem que foi toda a vida assim, a mudança não parece fácil.

Pelo meio desta “Insónia” vamos assistindo a alguns programas de televisão que Custódio vai vendo para “ver se chama o sono”, onde Fernando Mendes protagoniza momentos muito improváveis com alguns dos seus amigos e colegas de toda a vida.

Os bilhetes têm o preço de 12,50€ e podem ser comprados na bilheteira do Cine-Teatro (telef. 939 091 303), de terça a sexta-feira, das 16h00 às 19h00.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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