Fátima recebe milhares de motociclistas na 11.ª Bênção dos Capacetes com celebrações também nas ilhas. Foto arquivo: AE

Milhares de motociclistas são esperados este domingo no Santuário de Fátima para a 11.ª Peregrinação da Bênção dos Capacetes, que este ano se realiza, pela primeira vez, em simultâneo na Madeira e nos Açores. Em 2025, a iniciativa reuniu cerca de 180 mil participantes na Cova da Iria.

Perante a dimensão da peregrinação, a GNR vai reforçar no domingo o patrulhamento e a fiscalização rodoviária em Fátima e nos principais acessos à cidade, numa operação destinada a garantir a segurança do evento, assegurar a fluidez do trânsito e prevenir a sinistralidade, particularmente entre os utilizadores de veículos de duas rodas a motor.

A operação do Comando Territorial de Santarém vai mobilizar diferentes valências da Guarda, conjugando meios de trânsito e territoriais, e incluir ações de sensibilização e fiscalização dirigidas a comportamentos de risco. A GNR apela aos participantes para que adotem uma condução responsável, cumpram as regras de trânsito e sigam as indicações das forças de segurança.

Por razões de segurança, o espaço aéreo na zona do Santuário de Fátima estará também interdito entre as 07h00 e as 18h00 de domingo.

A celebração principal começa às 11h00, no Recinto de Oração, e será presidida pelo patriarca de Lisboa, D. Rui Valério. Os motociclistas terão participação ativa na peregrinação, assegurando tarefas como o acolhimento, a recitação do rosário, o transporte do andor, a proclamação das leituras e o apoio à distribuição da comunhão.

Uma das principais novidades desta 11.ª edição é o alargamento da Bênção dos Capacetes aos arquipélagos. Na Madeira, a celebração decorre junto ao Fórum Machico, às 11h00, enquanto nos Açores está marcada para as 10h00, no Campo de São Francisco, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel. A celebração açoriana será presidida pelo bispo de Angra e conta com a organização local do Grupo Motard Sempre Livre.

A Associação Bênção dos Capacetes decidiu avançar com as celebrações insulares por considerar que os custos e a logística dificultam a deslocação das motos dos Açores e da Madeira até Fátima, procurando assim permitir que os motociclistas dos dois arquipélagos se associem à peregrinação em moldes semelhantes aos da Cova da Iria.

O presidente da associação, Carlos Pereira, antecipa novamente uma forte adesão, com participantes de vários pontos do país e também do estrangeiro, nomeadamente de Espanha, França e Alemanha, e apela aos motociclistas para que façam a viagem com tempo, evitem excessos e respeitem as indicações das forças de segurança e da organização.

A segurança rodoviária tem assumido um peso crescente na organização. Em julho, a Associação Bênção dos Capacetes, o Santuário de Fátima, o Município de Ourém, a GNR, a PSP e a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária assinaram um protocolo, com apoio institucional do Ministério da Administração Interna, destinado a reforçar a articulação entre as várias entidades na preparação da peregrinação, no acolhimento dos participantes e na prevenção rodoviária.

Fátima recebe milhares de motociclistas na 11.ª Bênção dos Capacetes com celebrações também nas ilhas. Foto arquivo: DR

Este sábado, véspera da peregrinação, decorre ainda em Fátima uma ação de aperfeiçoamento da condução de motociclos promovida no Campo Papa Francisco, integrada na aposta da organização e da GNR na formação e prevenção entre motociclistas.

Numa mensagem dirigida aos participantes, o reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, apresentou a peregrinação como um momento de encontro, convívio e oração, nomeadamente por aqueles que perderam a vida em acidentes rodoviários, deixando também um apelo à prudência para que todos possam chegar a Fátima e regressar a casa em segurança.

A Bênção dos Capacetes tornou-se uma das maiores peregrinações anuais ao Santuário de Fátima. Em 2025, cerca de 180 mil motociclistas participaram na iniciativa, número semelhante ao registado no ano anterior.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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