A Assembleia de Freguesia de Fátima, na sequência de um protesto realizado também pela junta de freguesia de Fátima, enviou uma missiva aos CTT em que contesta as condições de funcionamento do balcão de CTT local. Falta de recursos humanos, estacionamento inadequado, localização e atrasos na entrega são algumas das queixas da população.

No texto, enviado também aos órgãos de comunicação social, é referido o degradação da resposta do serviço de CTT de Fátima desde que este mudou de localização há alguns anos (atualmente está instalado junto à rotunda Norte). Os autarcas começam por apontar a falta de recursos humanos para o fluxo de clientes, referindo que “há sempre alguém de baixa”.

O espaço também é insuficiente e “não consegue acomodar com conforto ou comodidade, um conjunto superior a dez pessoas!”, adianta a missiva, alertando que vê-se “pessoas sistematicamente acumuladas no chão e à porta de entrada”. É salientado ainda que a localização atual não oferece estacionamento suficiente, encontrando-se em cima de uma rotunda e numa zona de hotéis e estabelecimentos comerciais.

O documento reconhece as dificuldades que os CTT atravessam, nomeadamente o aumento de “valências comerciais”, mas destaca as características específicas da cidade de Fátima. “Soubemos que a acrescer a esta situação, que reiteremos é inadmissível, o local de entrega e expedição de encomendas de largo porte, será transferido para Ourém”, refere. A ação é considerada, a efetivar-se, uma “falta de consideração e sensibilidade perante esta cidade”.

Os eleitos locais constatam a grande quantidade de reclamações que têm chegado à autarquia, assim como os atrasos na entrega do correio. Manifestam-se assim “revoltados” e apelam por “soluções construtivas” a breve prazo.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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